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Ajuste só para o trabalhador 30/09/2015 | 10:51

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Governo corta investimentos sociais mas mantém benefício para empresas

Saúde e educação terão R$ 25,5 bi a menos em 2016, enquanto empresários terão R$ 271 bi em benefícios

O governo Dilma planeja fazer mais cortes no Orçamento que vão afetar diretamente a vida do trabalhador. A proposta é diminuir em R$ 25,5 bilhões os investimentos sociais em 2016.

Desta vez, o facão de Dilma e do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vai atacar a verba da construção de pré-escolas, unidades básicas de saúde, cisternas, além de zerar o repasse ao Farmácia Popular - programa de descontos em remédios para diabetes, colesterol etc.

Procedimentos de alta e média complexidade realizados pelo SUS também serão afetados. Os números são do Ministério do Planejamento e constam na proposta de Orçamento enviada ao Congresso no final de agosto.

Enquanto retira direitos e precariza os serviços públicos, Dilma mantém a política de incentivos fiscais que até agora em nada serviu para preservar os empregos.

No próximo ano, o governo vai abrir mão de R$ 271 bilhões em impostos com a manutenção de 70 tipos de isenção fiscal às empresas. Entre os beneficiados estão o setor automotivo, as fábricas da Zona Franca de Manaus e as micro e pequenas empresas.

Todo esse dinheiro corresponde à arrecadação de oito anos da CPMF (R$ 32 bilhões ao ano) que está em tramitação no Congresso. Em outra comparação, os incentivos correspondem a cinco vezes o pacote fiscal proposto pelo governo, que inclui corte de gastos públicos e a criação da CPMF.

Todo esse dinheiro seria mais que suficiente para manter e aumentar o investimento em serviços públicos agora cortados pelo governo.

Os incentivos tributários cresceram desde o início do governo Dilma Rousseff. As isenções previstas para 2015 somam R$ 282 bilhões, um aumento de 52% em relação a 2011, quando eram R$ 185 bilhões, com correção inflacionária.

Este é um exemplo claro de como o governo vem empurrando a crise para os trabalhadores e o povo pobre, enquanto preserva os interesses dos empresários e banqueiros.

PSDB defende mais cortes
A depender do PSDB, a solução para a crise econômica não seria muito diferente da proposta apresentada pela presidente Dilma (PT).

Posando de defensores do povo, os tucanos se opõem à criação da CPMF (só porque também afetaria os empresários) e, da mesma forma que os petistas, defendem que o governo deveria cortar mais gastos sociais.

É por isso que Aécio Neves e os demais políticos tucanos não representam os trabalhadores. É preciso construir uma alternativa da classe trabalhadora.

Outubro de Lutas
Para dizer “não” aos ataques do PT, PMDB e PSDB, a CSP-Conlutas e organizações de todo país estão organizando o “Outubro de Lutas”. Com greves e manifestações, os trabalhadores vão mostrar ao governo e à oposição de direita que não aceitam pagar pela crise.

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