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Mais aperto para o trabalhador 15/09/2015 | 13:44

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Governo anuncia corte de R$ 26 bi em salários e saúde e ainda propõe CPMF

Medidas atacam ainda mais o trabalhador para garantir pagamento da dívida pública aos bancos

Para garantir o pagamento da dívida pública aos banqueiros, o governo Dilma anunciou nesta segunda-feira (14) um novo pacote que vai aprofundar ainda mais o ajuste fiscal aplicado sobre os trabalhadores. Entre as medidas, está a recriação da famigerada CPMF.

Os novos cortes foram anunciados pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. Ao todo, são nove medidas que pretendem cortar R$ 26 bilhões em gastos públicos.

Dentre elas estão o adiamento do reajuste salarial dos servidores públicos no próximo ano, de janeiro para agosto; fim do abono de permanência para servidores em idade de aposentadoria; suspensão das contratações por concursos públicos e corte de R$ 3,8 bilhões da saúde. Nem é preciso dizer que estes cortes vão piorar ainda mais a vida dos servidores e, consequentemente, a qualidade dos serviços.

Além disso, o governo deixaria de arcar com R$ 4,8 bilhões do programa Minha Casa, Minha Vida, passando este gasto para o FGTS. Ou seja, Dilma quer financiar o programa com o dinheiro do próprio trabalhador, que passará a pagar duas vezes pela casa própria.

Não por coincidência, o novo pacote de maldades foi anunciado cinco dias após a agência de risco Standard & Poor’s ter rebaixado a nota de risco do Brasil, que indica a capacidade do país de pagar sua dívida aos bancos. Está aí mais uma prova de que Dilma faz de tudo para privilegiar os banqueiros.

Volta da CPMF
Além dos cortes, o governo propõe aumento de impostos para aumentar a arrecadação em R$ 40,2 bilhões. A maior parte desse dinheiro, R$ 32 bilhões, viria da arrecadação da CPMF (cobrança de 0,20% a 0,38% sobre cada transação bancária).

Para defender a volta da cobrança, Joaquim Lecy afirmou que a CPMF não teria impacto sobre a inflação. A verdade, entretanto, é que as empresas podem repassar o imposto a seus produtos e serviços (não há mecanismo que impeça). O único que não tem condições de se proteger é o trabalhador, que será o mais atingido pela volta da cobrança.

As medidas ainda precisam ser votadas pelo Congresso Nacional.

Todos à Marcha do dia 18
No momento de crise, as medidas deixam ainda mais claro como a presidente Dilma ataca os trabalhadores para preservar os interesses dos banqueiros. Mesmo que façam jogo de cena em frente às câmeras, o PMDB e o PSDB apoiam os cortes e aumento dos impostos.

Não dá pra confiar em nenhum deles. Por isso, este é mais um motivo para reforçar a participação na Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras que acontece nesta sexta-feira (18), na Avenida Paulista, em São Paulo.

Se você ainda não garantiu sua vaga na caravana do Sindicato com destino à Marcha, faça já sua inscrição na sede ou subsedes ou pelo telefone 3946-5303.

Vamos fortalecer a luta contra o PT, PMDB e PSDB e construir uma alternativa dos trabalhadores.

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