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Corrupção 09/09/2015 | 15:40

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Paulinho da Força vira réu por desvios de recursos do BNDES

Deputado federal e presidente licenciado da Força Sindical é acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (8) a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força. Com a abertura da ação, o presidente licenciado da Força Sindical agora é réu, acusado de se beneficiar de um esquema que desviou verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinadas a prefeituras e empresas.

As acusações contra Paulinho, que também é presidente nacional do partido Solidariedade, incluem formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional.

A ação é uma continuação da Operação Santa Tereza, realizada pela Polícia Federal em 2008. Segundo a investigação, a quadrilha recebeu de 3 a 4% sobre empréstimos concedidos pelo BNDES em troca de “favores políticos”. Os desvios teriam ocorrido sobre dois empréstimos, de R$ 130 milhões e R$ 220 milhões. Isso significa que os desvios podem chegar a R$ 14 milhões.

Histórico
Esse não é o primeiro caso de corrupção que envolve o nome de Paulinho da Força. Desde abril, o parlamentar responde a outro processo no STF por superfaturamento na compra de uma fazenda, destinada ao assentamento de 72 famílias, no interior de São Paulo. Com valor de mercado de R$ 1,29 milhão, o imóvel foi adquirido por R$ 2,3 milhões em 2000. Na época, a Força Sindical, presidida por Paulinho, fazia parte do órgão que liberou os recursos, ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Em 2010, o deputado e a Força Sindical foram condenados pela Justiça Federal a devolver R$ 235 mil desviados do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), durante a execução do Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador. Além disso, tiveram de pagar uma multa de R$ 471 mil por outras irregularidades.

Lava Jato
Suspeito nos casos citados, Paulinho é um dos principais aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), denunciado no escândalo de desvio de verbas da Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. A denúncia contra Cunha pede a devolução de R$ 270 milhões desviados da Petrobras e a cassação do peemedebista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em mais um desdobramento das investigações, o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, aproveitou a delação premiada para acusar o senador Aloysio Nunes (PSDB) e os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Comunicação Social, Edinho Silva, de terem recebido doações ilegais durante a campanha eleitoral de 2010.

O empreiteiro teria repassado R$ 500 mil a Aloizio Mercadante, e outros R$ 500 mil a Aloysio Nunes, sendo R$ 200 mil sem declaração. Afirmou ainda ter repassado R$ 7,5 milhões à campanha de Dilma, cujo tesoureiro era Edinho Silva.

Outro importante aliado de Paulinho é o senador e candidato derrotado à Presidência, Aécio Neves (PSDB). O tucano também enfrenta denúncia de recebimento de propinas no valor de ao menos R$ 5,5 milhões desviadas de Furnas. Os delatores são os mesmos da Operação Lava Jato: Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa.

“Todos esses partidos estão envolvidos na corrupção até o pescoço. Por isso dizemos: chega de Dilma, Aécio, Cunha, Renan, Temer e toda essa corja. No dia 18, vamos às ruas para exigir punição aos corruptos e aos corruptores e a construção de uma alternativa dos trabalhadores. É muito importante que todos os trabalhadores participem da Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras, na Avenida Paulista”, afirma o diretor do Sindicato Alex da Silva Gomes, o Cabelo.
 

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