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Sem comemorações 19/08/2015 | 18:16

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Aos 46 anos, Embraer mantém desrespeito aos direitos dos trabalhadores

Empresa não valoriza quem realmente produz suas riquezas

A Embraer completa, neste dia 19, 46 anos de fundação. É uma trajetória de conhecimento e tecnologia construída diariamente pelos braços de milhares de trabalhadores. Recentemente, a empresa divulgou um recorde histórico, com US$ 22,9 bilhões em pedidos firmes no segundo trimestre do ano. Na prática, isso significa que haverá muito trabalho pela frente. Mas, antes de comemorar, é preciso refletir.

Uma das maiores indústrias do setor aeronáutico do mundo, a Embraer continua com sua política de total desrespeito àqueles que realmente constroem os aviões e geram riqueza.

Apesar dos lucros e pedidos firmes, todos os anos a empresa coloca obstáculos para aplicar o reajuste salarial reivindicado pelos trabalhadores. A PLR distribuída entre os funcionários é uma das menores pagas pelas grandes empresas, enquanto os executivos recebem abonos milionários. É também a Embraer que impõe a maior jornada de trabalho do setor aeronáutico em todo o mundo.

Como se tudo isso não bastasse, a empresa está em meio a um amplo processo de transferência de trabalhadores para outras plantas (de São José dos Campos para Gavião Peixoto e São Paulo) e até outros países (do Brasil para os Estados Unidos). Não importa se essas pessoas podem ou querem sair de suas cidades. Se não aceitarem, há alto risco de serem demitidas.

Já está em curso o projeto para transferir a produção do Legacy 450/500 para os Estados Unidos, até 2016. Essa mudança representa uma ameaça ao emprego de aproximadamente 1500 trabalhadores diretos e indiretos. No mesmo ano, a Embraer deve concluir a transferência da linha de produção dos jatos Phenom para os Estados Unidos. Definitivamente, não é este presente de aniversário que os funcionários da Embraer desejam.

Desnacionalização
A desnacionalização dos aviões da Embraer é um ponto a ser destacado nesta “festa” de aniversário. Nos últimos anos, a empresa está levando a fabricação de peças, componentes e aeronaves para fora do país, o que vem provocando fechamento de postos de trabalho em toda cadeia produtiva.

O governo federal tem plenos poderes para barrar essa prática, já que também é dono de parte das ações (Golden Share) da empresa. Mas até agora, apesar de todas as denúncias feitas pelo próprio Sindicato, nada foi feito para impedir que os aviões da Embraer percam definitivamente seu caráter nacional.

O KC-390, cargueiro que custará R$ 3 bilhões ao governo federal, está sendo desenvolvido pela Embraer em parceria com empresas instaladas em Portugal, Argentina e Cazaquistão. Ou seja, dinheiro que deveria ser investido no Brasil está, literalmente, voando para o exterior.

“Todo este cenário mostra que os trabalhadores têm de se organizar e se mobilizar contra a desnacionalização e por direitos. Defendemos que o governo barre o processo de desnacionalização, que compromete postos de trabalho e até mesmo a soberania do país. O ideal mesmo seria a empresa voltar às mãos do estado, o que garantiria condições mais dignas às pessoas que de fato constroem esta história”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.

 

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