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Em defesa dos empregos 14/08/2015 | 15:34

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Passeata contra demissões na GM reúne 2 mil manifestantes

Manifestação dos trabalhadores passou pela Rodovia Presidente Dutra

Com uma grande passeata, cerca de 2 mil pessoas participaram do Ato em Defesa do Emprego na General Motors, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas, nesta sexta-feira, dia 14. O protesto marcou o quinto dia da greve dos trabalhadores da GM, que lutam pela abertura de negociação e anulação das demissões iniciadas no último dia 8.

Durante o protesto, os manifestantes passaram pela Rodovia Presidente Dutra, entre os quilômetros 145 e 146, pista sentido Rio - São Paulo, em São José dos Campos, durante meia hora. Os carros e caminhões que passavam na pista contrária tocavam suas buzinas em apoio aos trabalhadores. Houve congestionamento de três quilômetros.

O protesto começou às 8h, no bolsão de estacionamento da GM, e seguiu até o bairro Jardim Paulista (Praça da Igreja São Judas Tadeu), num total de aproximadamente sete quilômetros. Entre os participantes, muitas famílias dos metalúrgicos demitidos pela GM.

Mulheres e crianças seguiram a manifestação até o final, inclusive segurando faixas com palavras de ordem. Numa delas, a frase que já simboliza a luta dos trabalhadores: “Nossas famílias não podem pagar pela ganância da GM. Não às demissões”.

A política do governo Dilma diante da crise também foi alvo de críticas dos manifestantes. Uma das músicas cantadas durante a passeata foi “Ô Dilma, que papelão, dá dinheiro pro empresário e pro peão só demissão”, em referência aos bilhões de reais concedidos à indústria em desoneração fiscal.

A empresa começou um processo de demissão em massa, na véspera do Dia dos Pais, enviando telegramas para as casas dos trabalhadores. Seis dias depois, a montadora ainda não informou quantos funcionários foram demitidos. O Sindicato estima que o número seja superior a 600.

Nesta segunda-feira, dia 17, GM e Sindicato encontram-se pela primeira vez para discutir sobre as demissões. Haverá uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho – 15ª Região, em Campinas, às 13h30. A GM entrou com pedido de dissídio coletivo contra a greve. Um grupo de trabalhadores deve acompanhar a audiência.

Apoio
Além dos trabalhadores e familiares, o Ato contou com a participação de diversos sindicatos, centrais sindicais, partidos políticos, movimentos sociais e vereadores. O prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), também participou. O Sindicato já havia cobrado do prefeito uma tomada de posição em favor dos trabalhadores.

O Sindicato e a CSP-Conlutas defendem que a presidente Dilma Rousseff assine uma medida provisória que garanta estabilidade no emprego para todos os trabalhadores e redução da jornada de trabalho para 36 horas sem redução de salário.

O Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que reduz salários, foi exaustivamente criticado durante a manifestação, já que não evita demissões e protege apenas as empresas.

Metalúrgicos da GM de São Caetano, que também foram demitidos, participaram da passeata em apoio aos companheiros de São José dos Campos.

"Temos a responsabilidade de unificar a luta com os trabalhadores das outras montadoras, contra as demissões e retirada de direitos. Vamos dizer não à redução de salários e sim à estabilidade no emprego. Se for pra cortar salário, que seja de quem está em Brasília", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

O dirigente da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, fez críticas às manifestações dos próximos dias 16 (chamadas pelo PSDB) e 20 (chamada pela CUT e PT). "Nem dia 16, nem dia 20. Os trabalhadores têm de construir nas greves e nas lutas uma saída para a crise".

O UAW (sindicato dos trabalhadores dos setores automotivo, aeroespacial e agrícola dos Estados Unidos) e outras entidades internacionais enviaram moções de apoio à luta dos metalúrgicos da GM.

Algumas das entidades que participaram da manifestação:
Sindicato dos Metroviários de São Paulo
Sindicato dos Trabalhadores da USP
Sindicato da Alimentação do Vale do Paraíba
Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas
Sindicato dos Correios do Vale do Paraíba
Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos
Sindicato dos Petroleiros de Sergipe
Sindicato da Construção Civil de São José dos Campos
Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de São José dos Campos
Sindicato dos Trabalhadores Químicos de São José dos Campos
Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário
Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação
Oposição Alternativa – Apeoesp
Admap – Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas
Movimento Mulheres em Luta
Movimento Nossa Classe
Intersindical
CGTB
PSTU
PT
ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre)
UEE (União Estadual dos Estudantes)

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