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Organização 18/05/2015 | 14:09

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Seminário de Mulheres aponta caminho das lutas contra o machismo e a exploração

Organização das trabalhadoras em Cipas, Comissões de Fábrica e delegadas sindicais deve ser prioridade do Sindicato

O combate ao machismo e à exploração foi o centro dos debates no Seminário da Mulher Metalúrgica, ocorrido no sábado, dia 16, em Jacareí. O encontro reuniu trabalhadoras do setor eletroeletrônico e terceirizadas de fábricas da região e apontou um plano de lutas a ser seguido pela diretoria no próximo período.

O Seminário abordou os recentes ataques do governo que retiram direitos, sobretudo, das mulheres, como a ampliação da terceirização e a restrição do acesso à pensão por morte, seguro-desemprego e abono salarial. As consequências da crise econômica no dia a dia das trabalhadoras e a organização no local de trabalho também foram ponto de discussão.

As mulheres são um dos setores mais explorados em nossa categoria. Com maior concentração no setor eletroeletrônico, elas recebem os menores salários e menos direitos, além de estarem sujeitas à dupla jornada de trabalho.

“Não é à toa que nos últimos anos elas deram um salto em sua organização, construindo Cipas combativas em empresas, como Sun Tech, Blue Tech, Sigma e 3C. Mas ainda há muito em que avançar”, afirmou Aline Bernardo, diretora do Sindicato e trabalhadora da Sun Tech.

Com base nas discussões do Seminário, no próximo período o Sindicato deve incentivar ainda mais a participação de mulheres nas Cipas, comissões de fábrica e delegadas sindicais.

“As metalúrgicas precisam se organizar e tomar o Sindicato como seu instrumento para lutar contra os ataques dos patrões e dos governos”, afirmou Marina Sassi, diretora do Sindicato e trabalhadora do Embraer.

Relatos
Entre os relatos das presentes, prevaleceu a denúncia sobre como a chefia se aproveita do fato de elas serem mulheres para impor um forte assédio moral como forma de aumentar ainda mais a produtividade.

Uma das consequências dessa prática é o alto índice de trabalhadoras lesionadas, sobretudo no setor eletro.

Com a chefia ocupada majoritariamente por homens, também são comuns as piadinhas machistas, cantadas e até mesmo casos de assédio sexual.

As trabalhadoras terceirizadas do setor de alimentação das fábricas também relataram uma dura realidade de precarização, com falta de segurança nas cozinhas, salários e direitos ainda menores e ausência de um sindicato que atue em defesa dos direitos da categoria. Hoje, essas trabalhadoras são representadas pelo sindicato de prestadores de serviços.

Pelos relatos, ficou evidente como a aprovação no PL 4330 das terceirizações será um grave ataque a todos os trabalhadores.

Basta de violência
A discussão sobre o combate à violência doméstica também fez parte do Seminário. Para combater esta dura realidade que afeta as mulheres, as trabalhadoras reafirmaram a necessidade de o governo garantir condições para aplicação da Lei Maria da Penha, investindo 1% do PIB (Produto Interno Bruto) em infraestrutura como Delegacias da Mulher, Casas Abrigo e programas nacionais de combate à violência.

Organização
Além da prioridade da organização no local de trabalho, o Seminário também apontou a importância de o Sindicato organizar um encontro que discuta a questão da saúde da mulher trabalhadora, bem como realize uma pesquisa na categoria que apure a demanda por creche entre as metalúrgicas e impulsione a luta por este direito.

 

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