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Dia do Trabalhador 28/04/2015 | 09:58

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Neste 1º de Maio, vamos protestar contra os ataques aos direitos

Trabalhadores vão protestar contra terceirização e MPs 664 e 665

Nesta sexta-feira, 1º de Maio, Dia do Trabalhador, os metalúrgicos vão às ruas protestar contra os ataques dos governos e dos patrões.

Em São José dos Campos, o Sindicato dos Metalúrgicos e as demais entidades ligadas à CSP-Conlutas realizam um ato na Praça Afonso Pena, às 10h. Motivos não faltam para participar.

Direitos ameaçados
Os direitos dos trabalhadores estão sendo seriamente atacados pelo governo Dilma Rousseff (PT) com o projeto de lei da terceirização e as medidas provisórias 664 e 665, que dificultam o acesso ao seguro-desemprego, PIS, auxílio-doença e pensão.

As condições de vida também estão piorando com a alta da inflação, dos impostos, o endividamento e as demissões. A cada mês, o salário fica mais curto e milhares de pais e mães de família estão ameaçados de perderem seus empregos.

“A razão desses ataques é uma só, a garantia dos lucros dos patrões e banqueiros. Do jeito que está, não dá para continuar. Vamos protestar e mostrar para o governo que não vamos pagar pela crise”, afirma o secretário-geral do Sindicato e membro da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.



 

 

 

 

 

 




Luta contra o PL 4330 precisa continuar
Os deputados federais aprovaram no dia 22 as emendas ao projeto de lei da terceirização. Agora, o PL 4330 segue para votação no Senado.

Com 230 votos a favor e 203 contra, o projeto foi aprovado, inclusive com a liberação de terceirização das atividades-fim.

Isso quer dizer que uma metalúrgica poderá terceirizar até mesmo sua linha de produção. Se o projeto for aprovado, teremos demissão de trabalhadores diretos e contratação de terceirizados, com salários e direitos muito inferiores.

Para o especialista em sociologia do trabalho e professor da USP Ruy Braga, o correto seria combater a terceirização, e não ampliá-la.

“Terceirização significa desemprego e subemprego. Um terceirizado trabalha em média três horas a mais por semana. Se o serviço terceirizado fosse eliminado no país, seriam criados um milhão de novos postos de trabalho”, afirma Braga.

 

 

 

 

 

 

 





 

 

 

 



 

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