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Todo nosso apoio 25/03/2015 | 16:57

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Greve dos professores estaduais ganha força e enfrenta governo Alckmin

Com mais de 60% da categoria paralisada, governador se recusa a negociar

A greve dos professores estaduais de São Paulo, iniciada no último dia 13, ganha força nas escolas e enfrenta a intransigência do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Cerca de 60% da categoria está paralisada, segundo a Apeoesp (sindicato dos professores estaduais). O movimento também vem recebendo grande apoio de alunos, que estão aderindo aos protestos e manifestando solidariedade nas redes sociais.

Apesar da força da mobilização, o governo Alckmin se recusa a negociar.

Os professores reivindicam aumento salarial de 75%, contratação de mais profissionais, redução do número de alunos por sala de aula e reabertura das salas fechadas no último período.

A mobilização denuncia o caos vivido pela educação pública no estado. Desde o início do ano o governo do PSDB demitiu mais de 20 mil professores, cortou parte da verba destinada ao ensino e fechou, pelo menos, mil salas de aula em todo estado. Apenas em São José dos Campos foram cerca de 100 salas fechadas.

O resultado dessa política de cortes são escolas sucateadas, falta de materiais básicos (como papel higiênico) e salas de aula superlotadas. Segundo o sindicato da categoria, existem salas com mais de 50 alunos, enquanto o máximo recomendado para garantir a qualidade do ensino é de 25.

“O governador Geraldo Alckmin está acabando com a educação pública do nosso estado. Quem mais sente isso são os nossos filhos que, muitas vezes, saem da escola mal sabendo ler e escrever. Por isso, a mobilização dos professores estaduais tem todo apoio dos metalúrgicos”, afirma o diretor do Sindicato Ademir Tavares da Paixão.

Dia de luta
Para fortalecer a luta em defesa da qualidade do ensino em todo país, acontece nesta quinta-feira, 25, o Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação, convocado por diversas entidades sindicais e organizações do movimento estudantil.

Em todo o Brasil, acontecerão atos nas ruas, universidades e escolas, com o objetivo de enfrentar o governo e dizer não ao ajuste fiscal, exigir o fim dos cortes nos serviços públicos e a aplicação imediata de 10% do PIB na educação.

Em São José dos Campos, os professores da rede estadual farão uma manifestação às 15h, na Praça Afonso Pena.

Até março deste ano, o governo federal efetuou um corte de R$ 7 bilhões no orçamento da educação. Em diversas universidades do país, estudantes e trabalhadores já enfrentam cortes no repasse de verbas e atraso de bolsas e salários.

“A situação da educação em todo o país é muito preocupante, principalmente agora, com o corte de verbas. Não resta dúvida de que o compromisso da presidente Dilma Rousseff e dos governos estaduais não é com a educação. Precisamos dar um basta nisso! Por isso, vamos fazer muita luta com os trabalhadores da educação”, afirma ativista da ANEL, Jessica Marques .

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