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Por estabilidade 25/02/2015 | 11:48

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Metalúrgicos da General Motors entram no sexto dia de greve

Após assembleia, trabalhadores seguiram juntos pela marginal da Via Dutra

Os metalúrgicos da General Motors em São José dos Campos decidiram, em assembleia, nesta quarta-feira, dia 25, dar continuidade à greve iniciada sexta-feira, dia 20, contra os planos de demissão da montadora. A decisão acontece um dia após a audiência de conciliação ocorrida no Tribunal Regional do Trabalho – 15ª. Região, em Campinas, em que a GM se recusou a conceder estabilidade para os trabalhadores.

Na assembleia, os metalúrgicos também decidiram mudar a estratégia da greve. Em vez de permanecerem de braços cruzados dentro da fábrica, eles ficarão em casa, só retornando para a realização de novas assembleias. Essa mudança foi em resposta à postura da GM, que tem pressionado os trabalhadores a retomarem a produção, desrespeitando o direito de greve.

Logo após a assembleia, os trabalhadores seguiram, a pé e de carro, pela avenida marginal da Rodovia Presidente Dutra, atrás do caminhão do Sindicato. À frente, uma faixa exigia: “Dilma, proíba as demissões na GM”. O Sindicato defende que a presidente Dilma Rousseff (PT) assine uma medida provisória garantindo estabilidade no emprego para os trabalhadores.

Os metalúrgicos também reivindicaram uma audiência com a presidente.

Sem acordo
Na audiência de conciliação, o TRT e o Ministério Público chegaram a propor a realização de lay-off durante cinco meses, com mais três meses de estabilidade, e continuidade das negociações. Essa proposta foi aprovada na assembleia desta quarta-feira pelos trabalhadores, mas a GM continua irredutível em seus planos de demitir 798 funcionários e, por isso, não aceitou a proposta do TRT. Como não houve acordo, o caso segue agora para julgamento, em data a ser definida.

O Sindicato se mantém aberto ao diálogo e insiste na necessidade de negociação direta com a empresa antes do julgamento. Segundo a própria GM, a greve vai começar a afetar a produção das fábricas de São Caetano e Gravataí, já que a planta de São José dos Campos fornece peças para essas unidades.

“Na audiência, a GM apresentou exatamente a mesma proposta de lay-off por dois meses, seguido de demissão. Isso mostra que a empresa tentou jogar a opinião pública contra o Sindicato ao dizer que havíamos deturpado sua proposta. Já o Sindicato tentou negociar, apresentando alternativas, como licença remunerada, férias coletivas e até mesmo lay-off com estabilidade. Mas a GM continuou intransigente. Portanto, não existe outra saída para evitar as demissões a não ser a continuidade da greve”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

 

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