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Luta continua! 13/02/2015 | 17:02

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Afetados por corrupção, trabalhadores do Comperj se mobilizam por salários e direitos

Esquema de corrupção bilionário na Petrobras causou demissões e atraso nos pagamentos

O recente caso bilionário de corrupção na Petrobras começa a causar estragos e, mais uma vez, os principais prejudicados são os trabalhadores.

Enquanto a Justiça paralisa várias obras da estatal para investigação das denúncias de desvios, superfaturamentos, favorecimento de empreiteiras e diversas irregularidades em contratos, os trabalhadores sofrem com demissões e calote em salários e direitos trabalhistas.

Na Alumini, uma das empresas que atua nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cerca de 3 mil trabalhadores estão com os salários atrasados há três meses. Outros 469 trabalhadores demitidos também não receberam seus direitos trabalhistas.

Em protesto contra esta situação, cerca de 200 operários realizaram uma marcha nesta terça-feira, dia 10, e interditaram a ponte Rio-Niterói.

Com a falta de acordo entre a Alumini e a Petrobras, alguns trabalhadores da obra acamparam em frente à sede da estatal, no Rio de Janeiro, e avisaram: se for preciso, voltarão a interditar a ponte ou poderão até mesmo protestar na Marquês de Sapucaí.

Na quinta-feira, dia 12, foi a vez dos metalúrgicos de Rio Grande (RS) interditarem a BR-392 contra a possível paralisação nos estaleiros do Porto Naval. As quatro empresas que gerenciam o local são alvo das investigações de corrupção.

A região ainda não se recuperou da demissão de 1.000 trabalhadores da Iesa Óleo & Gás, na cidade vizinha Charqueadas, após rompimento de contrato da Petrobras há cerca de dois meses.

Solidariedade

A CSP-Conlutas, os sindicatos, movimentos sociais e entidades de luta são solidários aos companheiros do Comperj e outros companheiros afetados pela corrupção investigada na Operação Lava-Jato. Como sempre, a corda arrebenta do lado mais fraco e os trabalhadores é que são prejudicados pelas falcatruas dos políticos e empreiteiros que comandaram toda a roubalheira dos cofres públicos.

“A Petrobras e o governo Dilma não podem ficar de braços cruzados enquanto milhares de trabalhadores não têm dinheiro para garantir comida às suas famílias. A responsabilidade de garantir o pagamento dos salários e direitos é da estatal e os trabalhadores de todo o país precisam estar unidos na luta para garantir essa vitória”, afirma o diretor do Sindicato Célio Dias da Silva.
 

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