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Crise da Água 26/01/2015 | 16:57

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46 milhões de brasileiros já sofrem com a falta de água

Na Grande São Paulo, se o ritmo de chuva permanecer como está, a previsão é que os principais reservatórios se esgotarão em cinco meses

Racionamento, problemas de abastecimento ou reservatórios em níveis de alerta já são realidade em cinco das dez maiores regiões metropolitanas do país: as de Belo Horizonte, Campinas, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
 

Levantamento feito pelo jornal O Globo, com base em informações de comitês de bacias hidrográficas e governos estaduais, mostra que ao menos 45,8 milhões de pessoas (um quinto da população brasileira) estão sofrendo com a falta de água. Áreas urbanas em estados do Sudeste e Nordeste do país estão passando por racionamento.

Em Pernambuco, segundo o governo do Estado, 40% da região metropolitana do Recife enfrenta rodízio no abastecimento de água, incluindo cidades como Olinda, a menos de um mês do Carnaval. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, os reservatórios já atingiram níveis críticos.

A situação se agravou pela falta da chuva esperada no mês de janeiro. Se continuar assim, os principais reservatórios da Grande São Paulo se esgotarão em cerca de cinco meses.

Diante da situação de calamidade, a Sabesp anunciou que será preciso reduzir o consumo em 30% na região metropolitana para que as torneiras não sequem em quatro meses. Como sempre, vai sobrar para o bolso do trabalhador: o Estado já instituiu uma sobretaxa pelo aumento de consumo.

Seca era prevista
Em 2009, o relatório final do Plano da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, elaborado pela Fundação de Apoio à USP (Universidade de São Paulo), já alertava para o risco de desabastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, com o colapso do Sistema Cantareira.

Já naquela época, os dados mostravam que as represas estavam gastando mais água do que recebendo. Além disso, a Sabesp chega a perder 40% da água potável com tubulações mal conservadas.

Desde que a Sabesp foi transformada em empresa de capital misto (público e privado), sua prioridade tem sido garantir os lucros dos acionistas. Os investimentos para melhorias dos serviços à população ficaram em segundo plano. Em 2003, por exemplo, 60,5% do lucro líquido da Sabesp foram parar no caixa de acionistas, dinheiro que poderia ser investido em obras para aumento de captação e tratamento de água.

“A culpa da falta de água em São Paulo não é de São Pedro, é do governador Geraldo Alckmin (PSDB). O Estado precisa garantir investimentos em momentos de abundância e isso não foi feito. Além do mais, é preciso aumentar a tarifa da água usada pelas indústrias. A população já sofre diariamente com falta de água nas torneiras de suas casas”, afirma o diretor do Sindicato José Donizetti de Almeida.

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