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Absurdo 02/12/2014 | 15:17

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Dilma compõem ministérios com membros dos bancos e agronegócio

Dentre os escolhidos está o Diretor Executivo do Bradesco e o ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria

O segundo mandato da presidente Dilma Rousseff nem começou, mas as medidas que ela está tomando já indicam para quem ela vai governar: para os banqueiros e patrões. Aumento da gasolina, dos juros e da desoneração às empresas são as primeiras medidas que já demonstram que quem vai pagar a conta, mais uma vez, somos nós, trabalhadores.

Na última sexta, dia 28, Dilma anunciou parte do time de ministros do próximo governo. Bem diferente do que prometia em sua campanha, quando fazia discursos contra o alinhamento de seus adversários com banqueiros, uma das primeiras determinações foi colocar um executivo de um dos maiores bancos do Brasil no comando da política econômica. Quem assumirá o Ministério da Fazenda é o ex-diretor do Bradesco Joaquim Levy.

Levy é da corrente de pensamento que faz de tudo e mais um pouco para garantir os lucros dos banqueiros e investidores internacionais. Tanto é que já anunciou a política econômica que será aplicada no país: um duro ajuste fiscal, com cortes drásticos no que são considerados pelo governo "gastos excessivos", como o seguro desemprego, abono salarial e pensões. Na prática, isso significa tirar direitos dos trabalhadores para garantir o pagamento da dívida externa.

E não é só no Ministério da Fazenda que o cenário é ruim. Nelson Barbosa assumiu o Ministério do Planejamento. Barbosa, que veio da Fundação Getúlio Vargas, é um homem também muito relacionado com o mercado financeiro. O Banco Central continua com Alexandre Tombini.

O Ministério do Desenvolvimento foi entregue para o senador Armando Monteiro, ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria, principal órgão de representação dos patrões.

E para completar a seleção dos sonhos dos patrões, o nome cogitado para o Ministério da Agricultura é o de Kátia Abreu, principal representante dos ruralistas, líder da bancada dos latifundiários no Congresso e inimiga confessa do movimento sem-terra e da luta por reforma agrária. Para se ter uma ideia, quando foi senadora, Kátia Abreu foi agraciada com títulos como o "Miss Desmatamento" e o "Motosserra de Ouro", dados pelo Greenpeace.

Ataques aos direitos
Já as centrais pelegas CUT, Força Sindical, CTB, UGT e Nova Central, ao invés de se colocarem ao lado dos trabalhadores, apresentaram um projeto que coloca a possibilidade de redução da jornada de trabalho com redução de salários, nos momentos em que as empresas considerarem necessários. O Sindicato e a CSP-Conlutas são contra a mais este ataque aos direitos dos trabalhadores. Defendemos a redução da jornada sem redução de salário.

Essas medidas só demonstram que o compromisso do governo Dilma continua sendo com os empresários. Os patrões continuam sendo beneficiados pelo governo, enquanto a classe trabalhadora só perde.

“Os trabalhadores precisam estar preparados para enfrentar estes ataques no próximo ano e, com muita luta, vamos continuar a ter vitórias e garantir nossos direitos”, disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

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