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Corrupção 20/11/2014 | 12:14

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Executivos das maiores empreiteiras do país são presos por suspeita de corrupção

As nove empreiteiras investigadas possuem contratos com a Petrobras que somam R$ 59 bilhões

Na semana passada, acompanhamos um fato inédito no Brasil: 21 empresários de grandes empreiteiras foram presos por suspeita de corrupção. As prisões são parte da sétima fase da Operação Lava a Jato, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta, 14. A nova fase da operação concentrou-se na investigação de executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras cujos contratos com a Petrobras somam nada mais nada menos que R$ 59 bilhões.
 

Dentre os presos estão os presidentes da Camargo Corrêa, OAS, Iesa e UTC e o vice-presidente da Mendes Júnior. No entanto, apenas seis empresários permanecem presos. O restante já está em liberdade, esperando o desenvolvimento do processo.

A Operação Lava Jato investiga o esquema de lavagem de dinheiro que teria desviado cerca de R$ 10 bilhões na Petrobras. Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

As investigações apontaram para um esquema de formação de cartel entre a Petrobras e as grandes empreiteiras, que se reuniam e dividiam os contratos entre si. As licitações eram fraudadas, as obras superfaturadas e as propinas eram pagas a políticos e diretores da estatal. Entre as obras superfaturadas estão a refinaria Abreu e Lima (PE), que movimentou R$ 17 bilhões, e o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que movimentou R$ 30 bilhões.

A Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos, também foi citada em depoimento pelo executivo Julio Camargo, da Toyo Setal Empreendimentos, ao Ministério Público. Ele afirmou que “repassou em propina para a diretoria de engenharia e Serviços o valor de R$ 6 milhões, sendo pago a maioria no exterior e parte em reais no Brasil”.

Nesta quinta-feira, 20, a Polícia Federal autorizou o bloqueio de até R$ 720 milhões que estariam nas contas de dirigentes de empresas presos na Operação Lava Jato. No entanto, as primeiras varreduras já mostraram que as contas bancárias dos investigados podem ter sido esvaziadas antes da determinação da Justiça Federal. Por exemplo, na conta de Ildefonso Colares Filho, que deixou a presidência da Queiroz Galvão em abril, depois que a Operação Lava Jato foi deflagrada, tinha apenas R$ 4,60. Dificil de acreditar!

Punir os corruptos e reestatizar a Petrobras
Muitos aproveitam o escândalo para defender a necessidade de se privatizar a Petrobras, associando a corrupção ao seu caráter estatal. Mas o problema não é esse. Afinal, 53% das ações da empresa já foram entregues aos acionistas estrangeiros. A corrupção é fruto da forma como o governo utiliza a Petrobras, como balcão de negócios a serviço dos seus interesses mais nebulosos.

O escândalo de corrupção compromete não só o PT e o governo Dilma, mas também o PSDB. As campanhas de Dilma, Aécio Neves e da maioria dos deputados e senadores foram financiadas pelas empreiteiras que estão envolvidas no esquema. Ou seja, eles se beneficiaram com dinheiro de corrupção.

A inédita prisão dos políticos e empresários envolvidos deve ser o primeiro passo, mas é preciso exigir a prisão (e que permaneçam na cadeia) de todos os corruptos e corruptores.

“É preciso punir todos os políticos e empresários envolvidos nessa maracutaia, confiscar os seus bens, além de estatizar e colocar sob controle dos trabalhadores as empresas envolvidas nesses processos de corrupção, já que enriqueceram roubando recursos públicos”, disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

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