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Dados do Censo 04/11/2014 | 10:51

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Mais escolarizadas, mulheres ainda ganham menos e têm dificuldades de subir na carreira

Enquanto eles ganham em média R$ 1.522 por mês, elas recebem R$ 1.123

Dados do Censo de 2010, divulgados na última semana, mostram que as mulheres brasileiras já engravidam menos na adolescência, estudam mais do que os homens e tiveram aumento maior na renda média mensal. Um problema histórico, no entanto, persiste: elas continuam ganhando salários menores e têm dificuldade de ascender na carreira.

Segundo a pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre os anos de 2000 e 2010, as mulheres brasileiras tiveram um aumento de 12,8% na renda média mensal, contra 3,6% de aumento da renda dos homens.

No entanto, a renda média do homem ainda é maior. Enquanto eles ganham em média R$ 1.522 por mês, elas recebem R$ 1.123. Quando comparados por área de atuação, os salários das mulheres também são sempre menores.

Pessoas na faixa dos 25 anos ou mais, atuando nos ramos de Ciências Sociais, negócios e Direito, por exemplo, ganham em média R$ 4.650,90 se forem homens e R$ 3.081,40 se forem mulheres. Uma diferença gritante!

Em contraste, a mulher aparece com vantagem em praticamente todos os indicadores educacionais. Há menos mulheres analfabetas e, entre as pessoas de 18 a 24 anos, 15,1% das mulheres frequentam o ensino superior, contra 11,3% dos homens.

Machismo persiste
Para a Professora Ligia Pinto Sica, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Direito e Gênero da Fundação Getúlio Vargas (FGV), dois motivos ajudam a explicar os salários menores das mulheres.

Ela cita a cultura patriarcal, que valoriza mais o trabalho do homem, e a questão reprodutiva, já que a maioria dos empregadores enxergam perdas produtivas quando funcionárias grávidas saem de licença maternidade.

"É um traço cultural. O Brasil mantém o estereótipo de gênero no qual o salário do homem vale mais do que o da mulher, e isso é reforçado pelo fato de que a licença maternidade, de até seis meses, é muito maior do que a paternidade, de apenas cinco dias. Passa-se assim a ideia de que cuidar do filho é responsabilidade única da mulher", afirma a pesquisadora.

Para a pesquisadora, uma possível medida para mudar tal percepção seria aumentar o período de licença paternidade.

A diretora do Sindicato dos Metalúrgicos Rosângela Calzavara concorda com a medida e salienta outro problema: a falta de serviços públicos essenciais para que as mulheres se libertem do cuidado dos filhos e dos serviços domésticos.

“Creches públicas e gratuitas em tempo integral são uma das medidas que o governo tem que implementar com urgência. Além de uma política educacional, elas também seriam uma forma de combater a desigualdade entre homens e mulheres. Restaurantes e lavanderias públicas são outros exemplos de serviços que livrariam as mulheres dos serviços domésticos”, ressalta Rosângela.

Ranking Internacional
Também divulgado na última semana pelo Fórum Econômico Mundial, o ranking internacional de igualdade de gênero mostrou que o Brasil piorou nessa área. O país caiu nove posições, da 62ª, em 2013, para 71ª colocação.

A organização avaliou as diferenças entre homens e mulheres na saúde, educação, economia e indicadores políticos em 142 países. Apesar de ressaltar que no setor educacional o Brasil ganhou a nota máxima, viu problemas nas questões salariais e de empoderamento político.

 

Com informações de UOL

 

 

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