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Apenas três dias após eleição 30/10/2014 | 18:16

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Aumento da taxa de juros é presente para banqueiros

Quem mais perde com a medida é a população

Passados apenas três dias da eleição que a reelegeu presidente, Dilma deu seu primeiro presente para os banqueiros. A taxa básica de juros (Selic) passou de 11% para 11,25% ao ano, depois do anúncio feito nesta quarta-feira, dia 29, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Embora a Selic não represente os juros cobrados diretamente da população, os mais penalizados com a medida somos todos nós, já que, quanto maiores os juros, mais caros ficam o crediário e os empréstimos bancários. Quem ganha, portanto, são os bancos e os investidores financeiros.

Mas este não é o único aspecto negativo. O aumento da taxa de juros se reflete também nos gastos com a dívida pública. Entenda: como a taxa Selic é utilizada para remunerar os próprios títulos da dívida, cada reajuste nos juros do Banco Central provoca um aumento inesperado nas despesas orçamentárias do período; como a dívida do Brasil já superou a marca de R$ 2 trilhões, cada ponto percentual de aumento na Selic representa uma despesa extra de R$ 20 bilhões ao longo de um ano.

Portanto, a decisão do Copom que elevou a Selic de 11% para 11,25% terá como contrapartida um custo de R$ 5 bilhões para o Tesouro Nacional ao longo de 12 meses. Na verdade, o que temos no Brasil é a “Bolsa Banqueiro”, que enriquecem às custas do sofrimento dos trabalhadores.

Durante a campanha eleitoral, a candidata Dilma Rousseff (PT) fez duros ataques contra seus adversários por estes defenderem políticas que beneficiam os bancos. Como podemos constatar, apenas três dias após o segundo turno, o governo petista em nada se difere daqueles que foram alvo de suas críticas: governa para os banqueiros e grandes empresários.

Cheque especial nas alturas
A semana foi de péssimas notícias para os trabalhadores. Segundo o Banco Central, em setembro, os juros médios do cheque especial foram de 183,28% ao ano. É o maior valor em mais de 15 anos, representando um salto de 40 pontos percentuais em relação a setembro de 2013 (quando chegou em 143,23%).

Para as indústrias, menos impostos
Enquanto os trabalhadores têm de suar muito a camisa para pagar as contas, os patrões mais uma vez foram beneficiados pelo governo. Em votação realizada na quarta-feira, dia 29, o Senado aprovou a medida provisória que torna permanente a desoneração da folha de pagamento para 59 setores patronais.

A medida será transformada em lei e traz também outros incentivos tributários para as empresas. Um deles é o Reintegra, que prevê benefícios fiscais aos exportadores. Uma das grandes beneficiadas da medida é a Embraer. Estima-se que o conjunto de desonerações tributárias custará, este ano, R$ 100 bilhões ao governo federal.

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