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Inflação 14/07/2011 | 11:37

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Doze capitais têm alta no preço da cesta básica, segundo Dieese

Segundo pesquisa, estamos também trabalhando mais para comer mais caro

Alta no preço da cesta básica, necessidade de mais horas trabalhadas para a compra de itens básicos da alimentação e uma fatia maior do salário mínimo gasto em alimentos. É o que mostra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudo Sócio-Econômicos).

Em junho, das 17 capitais brasileiras onde o Dieese realiza a pesquisa, 12 apresentaram alta no preço da cesta básica. Os destaques foram Florianópolis (4,44%), Fortaleza (3,64%) e João Pessoa (3,02%).

São Paulo registrou o maior custo para a aquisição dos itens básicos, somando R$ 273,48. Em Porto Alegre, o preço da cesta correspondeu a R$ 272,24 e, em Florianópolis, ficou em R$ 266,44. As cidades mais baratas foram Aracaju (R$ 183,24), Salvador (R$ 204,69) e João Pessoa (R$ 206,22).

Na capital paulista, a variação acumulada no primeiro semestre de 2011 é uma alta de 3,14%. Em 12 meses – entre julho do ano passado e junho último – o aumento chega a 9,80%.

Dos 13 itens que compõem a cesta prevista para São Paulo, sete apresentaram queda, cinco subiram e o açúcar refinado manteve o mesmo preço do mês anterior.

As elevações foram registradas para tomate (8,68%), manteiga (4,97%), café em pó (2,39%), farinha de trigo (2,21%) e leite in natura integral (1,67%). As reduções foram apuradas para a batata (-13,57%), banana nanica (-2,89%), arroz agulhinha (-2,22%), óleo de soja (-0,71%), carne bovina de primeira (-0,70%), feijão carioquinha (-0,60%) e pão francês (-0,29%).

Nos últimos 12 meses, apenas o arroz (-15,38%), a batata (-21,75%) e o feijão (-22,37%) apresentaram queda em seus preços. Os outros 11 itens subiram: tomate (35,86%), óleo de soja (28,57%), farinha de trigo (20,00%), carne (17,59%), açúcar (13,40%), café (11,20%), pão (10,13%), banana (8,37%), leite (8,00%), e manteiga
(4,56%).

Comendo mais caro e trabalhando mais

O trabalhador que ganha salário mínimo precisou realizar, em junho, na média das 17 capitais pesquisadas, 96 horas e 05 minutos para adquirir a cesta básica, tempo superior ao exigido para a mesma compra em maio, quando ficava em 95 horas e 16 minutos. Em junho de 2010, a mesma aquisição comprometia uma jornada de 94 horas e 56 minutos.

Com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família, o DIEESE estima mensalmente o salário mínimo necessário, que em junho correspondeu a R$ 2.297,51.

Este valor representa 4,22 vezes o mínimo em vigor, de R$ 545. Em maio, o valor estimado era bastante parecido, de R$ 2.293,31, ou seja 4,21 vezes o piso em vigor. Já em junho de 2010, o menor valor deveria ser de R$ 2.092,36, isto é, 4,1 vezes o mínimo de então, de R$ 510.

Campanha Salarial vem aí

Os dados da pesquisa do Dieese comprovam o que cada trabalhador tem sentido no bolso, dia a dia, quando vai ao supermercado: a volta da inflação num dos itens que mais pesa para o trabalhador: os alimentos. Sem contar a alta dos preços dos combustíveis, planos de saúde, tarifas públicas, que também agravam a situação.

Às vésperas do início da Campanha Salarial 2011, os metalúrgicos têm de se preparar desde já. Será o momento de repor as perdas inflacionárias, bem como garantir aumento real dos salários, pois as empresas estão com a produção a mil por hora e nunca lucraram tanto.

"Vamos nos organizar e preparar para arrancar o que é nosso. E vamos precisar estar bem organizados dentro das fábricas e mobilizar, pois os patrões e o governo já estão vindo com o papo furado de que os trabalhadores devem ser comedidos nas reivindicações. Nem venha com enrolação. Vamos à luta pelo que é nosso", afirma o vice-presidente do SIndicato, Herbert Claros.

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