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General Motors 26/08/2014 | 16:08

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Com garantia de emprego, trabalhadores aprovam lay-off

Contratos serão suspensos entre 8 de setembro e 7 de fevereiro

Os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos aprovaram a proposta de lay-off apresentada pela montadora. A aprovação foi feita em duas assembleias conduzidas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas, nesta terça-feira, dia 26, com os trabalhadores de todos os turnos. 

A GM pode suspender o contrato de trabalho de até 930 funcionários, por cinco meses, entre 8 de setembro e 7 de fevereiro de 2015. Após esse período, eles retornarão ao trabalho e terão seis meses de garantia de emprego.

Inicialmente, a empresa havia afirmado que colocaria 968 trabalhadores em lay-off e garantiria a permanência no emprego por cinco meses. A alteração foi resultado das reivindicações do Sindicato para que um menor número de trabalhadores entrasse em lay-off e que fosse estendido o tempo de garantia de emprego.

Atualmente, a montadora possui 5.350 funcionários na planta local e produz os modelos Trailblazer e S10, além de motores, transmissões e CKD (kits para exportação).

Durante o período de suspensão do contrato, parte dos salários é paga pelo governo federal, por meio do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Os trabalhadores em lay-off também terão direito a receber a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e às conquistas da Campanha Salarial 2014.

Sindicato cobra estabilidade no emprego e redução da jornada
O lay-off acontece mesmo após o setor automotivo ter recebido incentivos fiscais do governo federal, como as repetidas prorrogações da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre automóveis.

O Sindicato dos Metalúrgicos já reivindicou à presidente Dilma Rousseff (PT) a assinatura de uma medida provisória garantindo estabilidade no emprego para todos os trabalhadores de empresas que recebem incentivos fiscais. O Sindicato defende também a redução da jornada para 36 horas semanais como forma de preservação dos postos de trabalho.

“Em todo o setor automotivo, estão acontecendo demissões, lay-off e férias coletivas. Mas, ao mesmo tempo, as montadoras não param de enviar seus lucros para as matrizes no exterior. Ou seja, a indústria continua com seus lucros e, ainda assim, quer penalizar a classe trabalhadora. O governo federal tem de assumir um compromisso com os trabalhadores, garantir a estabilidade no emprego e pressionar todas as montadoras para que cumpram o compromisso de não demitir”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Investimentos
Nas assembleias, os trabalhadores da GM também decidiram cobrar da montadora o cumprimento do acordo assinado em janeiro de 2013, em que a empresa se compromete a priorizar a fábrica de São José dos Campos no caso de trazer novos investimentos para o Brasil. No último dia 14, a CEO da General Motors, Mary Barra, afirmou que a montadora investirá R$ 6,5 bilhões no Brasil.  

Foto: Tanda Melo

 

 

 

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