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Conselho de Representantes 09/08/2014 | 13:12

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Contra choradeira de patrões, metalúrgicos vão à luta

Trabalhadores se organizam para enfrentar a intransigência dos empresários

A Campanha Salarial deste ano vai ser de muita mobilização e organização para enfrentar a intransigência dos patrões nas mesas de negociação. Na reunião do Conselho de Representantes, ocorrida neste sábado, dia 9, ficou claro que há espaço para conquista, desde que haja luta.

Nas primeiras rodadas de negociação com os empresários, o que mais se ouviu foi choradeira dos patrões, que não queriam nem mesmo discutir as cláusulas sociais dos acordos coletivos. Mas disso o Sindicato não abre mão.

Além do reajuste salarial de 12,98%, os trabalhadores também reivindicam estabilidade no emprego, redução da jornada para 36h, ampliação da licença-paternidade para 30 dias, fim do assédio moral nas fábricas e piso do Dieese (R$ 2,9 mil em julho). Ao todo, são 89 cláusulas econômicas e sociais.

As próximas rodadas de negociação já estão agendadas. Na terça-feira, dia 12, tem reunião com os grupos patronais de autopeças e trefilação, refrigeração e laminação. Na quarta-feira, será a vez dos grupos de fundição, eletroeletrônicos e máquinas.

Enquanto os empresários continuam reclamando nas mesas de negociação, os metalúrgicos vão à luta, prosseguindo com assembleias na porta das fábricas.

Lucros continuam altos
O dirigente da CSP-Conlutas nacional Wilson Ribeiro fez uma breve palestra sobre a atual situação econômica pela qual passa o país. Ele destacou que esta deve ser uma das campanhas salariais mais difíceis dos últimos dez anos, mas que há, sim, grandes possibilidades de os trabalhadores saírem vitoriosos.

Segundo Wilson, a redução no crescimento econômico do país não significa que as empresas estejam tendo prejuízo. Estão apenas lucrando um pouco menos. Ainda assim, há muita “gordura” pra queimar. Para se ter uma ideia, nos últimos dez anos os lucros das empresas cresceram, em média, 600%. No mesmo período, os salários dos trabalhadores cresceram apenas 70%.

“Não é justo chamar os trabalhadores para pagar essa conta. Os patrões querem manter a taxa de lucros, mas os trabalhadores têm de resistir”, afirmou.

Wilson citou como exemplo as categorias que se mobilizaram no primeiro semestre. Embora as pesquisas ainda não estejam consolidadas, já é possível afirmar que o último período teve um número recorde de paralisações, como aconteceu com os metroviários, professores, servidores da saúde, garis, condutores, ferroviários, trabalhadores rurais e tantos outros.

Para o segundo semestre, a tendência é de mais paralisações com as campanhas salariais dos metalúrgicos, petroleiros, químicos e bancários.

“Se depender dos metalúrgicos, este vai ser um semestre de muita mobilização”, concluiu o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Luta contra o lay-off
Além de dar impulso à Campanha Salarial, o Conselho de Representantes também aprovou o início da campanha contra o lay-off na GM, considerado pelo Sindicato como um “assédio moral coletivo”.

“Vamos realizar uma forte mobilização contra o lay-off. Essa política de ataque da GM não atinge apenas os trabalhadores da montadora, mas toda a região. Vamos cobrar do prefeito Carlinhos (PT), da Câmara Municipal e do governo federal para que coloquem a empresa na parede e tomem medidas concretas em defesa do emprego”, afirmou o diretor do Sindicato Célio Dias da Silva.

Apoio aos palestinos
Durante a reunião do Conselho, foi exibido um vídeo com imagens dos ataques realizados por Israel contra o povo palestino, que já resultaram em quase 2 mil mortes. Os conselheiros aprovaram o envio de uma moção de apoio aos palestinos.

Mulheres
Também foi aprovada a participação das metalúrgicas da região no Seminário do Movimento Mulheres em Luta, que acontecerá nos dias 16 e 17, em São Paulo.

Foto: Tanda Melo

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