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Basta de repressão! 17/07/2014 | 13:26

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Ato em São José denuncia criminalização dos movimentos sociais

Protesto reuniu cerca de 150 pessoas e percorreu as ruas do centro

Um ato realizado nesta quarta-feira, dia 16, denunciou a criminalização dos movimentos sociais e a recente prisão do diretor do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba Natanael Silva.

Cerca de 150 pessoas se reuniram em frente à sede do Sindicato dos Condutores, por volta das 9h, e fizeram uma passeata. O ato foi encerrado ao meio-dia, na Praça Afonso Pena.

A CSP-Conlutas e o Sindicato dos Metalúrgicos marcaram presença no ato. Também estiveram presentes ativistas e representantes de outros sindicatos e movimentos sociais da região, centrais sindicais, como a CTB, a CUT e a Unidos pra Lutar, além dos candidatos a deputado federal Toninho Ferreira e a deputado estadual Luiz Carlos Prates, o Mancha.

“O objetivo foi denunciar a prisão arbitrária do Natanael e o aumento da repressão aos lutadores do país. O companheiro passou quatro dias na prisão, teve sua cabeça raspada e chegou a dividir a cela com dezenas de outros presos comuns. Foi acusado de vandalismo, quando seu único crime foi lutar por melhores condições de trabalho e aumento salarial para a categoria”, afirmou o presidente do Sindicato Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Prisões arbitrárias
O ato faz parte das atividades recentes para combater e denunciar a escalada de repressão aos movimentos sociais que tem acontecido no país por parte dos governos federal, estaduais e municipais desde as grandes manifestações de junho do ano passado.

Ainda no dia 17, um ato foi realizado na Praça da Sé, em São Paulo. Além de denunciar a criminalização e repressão aos movimentos, os ativistas pediram a reintegração dos 42 metroviários demitidos após a greve de junho.

Em Porto Alegre, seis ativistas do Bloco de Lutas pelo Transporte Público enfrentam, desde maio, a acusação de “formação de associação criminosa” e “prática de dano ao patrimônio”, por reivindicarem um transporte público e de qualidade.

Na véspera da final da Copa do Mundo, 19 ativistas do Rio de Janeiro tiveram prisão preventiva decretada pela “intenção de praticar atos de vandalismo na final da Copa”, ou seja, foram presos sem sequer terem praticado qualquer tipo de ação. Até então, isso parecia acontecer apenas em cenas de filmes de ficção, como "Minority Report".

Essas e outras medidas de repressão, que tem crescido a cada dia, foram alvo de críticas em uma audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado na última segunda-feira, dia 14.

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