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Mobilização 17/06/2014 | 13:13

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Metalúrgicos da GM de Gravataí fazem protesto contra possíveis demissões

Sinal vermelho na fábrica acendeu com o início de férias coletivas e licença remunerada

Metalúrgicos da General Motors de Gravataí, no Rio Grande do Sul, pararam as atividades na última sexta-feira, dia 13, para protestar contra a possibilidade de demissões na fábrica. O protesto durou uma hora, durante o terceiro turno, e aconteceu na porta da empresa.

O temor dos metalúrgicos é que se inicie uma onda de demissões na fábrica, que está com a produção em baixa. A unidade de Gravataí conta com 4.400 trabalhadores.

Para “adequar a produção”, os funcionários do terceiro turno iniciaram férias coletivas de um mês, nesta segunda-feira. Os trabalhadores do primeiro e segundo turnos terão licença de dez dias entre 7 e 16 de julho.

A unidade gaúcha repete o quadro vivido pelos trabalhadores da maioria das montadoras do país, onde ocorrem suspensão do contrato de trabalho, férias coletivas e até mesmo demissões.

Chantagem
Os trabalhadores de Gravataí já perceberam que a GM pode repetir a mesma chantagem de demissão feita em outras plantas, apesar de estar passando por um cenário positivo.

Nos primeiros três meses deste ano, a montadora norte-americana assumiu a segunda posição entre as maiores fabricantes automotivas no mercado nacional.

Em todo setor automotivo, os ataques aos trabalhadores são injustificáveis. O Brasil é o quarto maior mercado do mundo para o setor. Nos últimos cinco anos, houve um crescimento de 21,8% na produção.

Além disso, as montadoras já receberam R$ 27 bilhões do governo federal em benefícios fiscais e enviaram nada menos que 3,3 bilhões de dólares em lucros para o exterior. Ou seja, as empresas estão lucrando muito e não há motivos para demitir.

É hora de lutar por estabilidade
Por isso, é preciso unidade entre os trabalhadores de todo setor automotivo do país na luta pela estabilidade no emprego e redução da jornada sem redução de salários.

“Os companheiros da planta de Gravataí têm todo nosso apoio nessa luta. O governo deu muito dinheiro para as montadoras e não pode ficar calado diante das demissões. A presidente Dilma tem total condição de determinar a estabilidade no emprego”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

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