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Intransigência e repressão 09/06/2014 | 10:46

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Greve dos metroviários chega ao 5º dia e desafia governo Alckmin

Na manhã desta segunda-feira, trabalhadores enfrentaram demissões e violência da PM

A greve dos metroviários de São Paulo chega ao 5º nesta segunda-feira, dia 9, e desafia a repressão e a intransigência do governo Geraldo Alckmin (PSDB) em não negociar as reivindicações. Na manhã de hoje, um ato público dos trabalhadores em frente ao metrô Ana Rosa contou com a solidariedade de outros sindicatos e do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e foi violentamente reprimido pela Tropa de Choque da Polícia Militar.

Em meio a gritos de “não tem arrego”, a maioria dos metroviários decidiu pela manutenção da greve em uma assembleia realizada no domingo após a justiça do trabalho ter decretado o movimento ilegal.

Após a decisão, o Sindicato oficializou um pedido à presidente Dilma para que ela auxilie a categoria a reabrir as negociações com o governo estadual.

Um dos trechos da carta diz: “Fizemos todos os esforços para evitar que a greve causasse prejuízos à população (sugerimos a realização de uma greve com catraca livre e funcionamento normal do Metrô) e para alcançar um acordo de maneira rápida e satisfatória. No entanto, o governador do estado Geraldo Alckmin e o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, não permitiram evolução das negociações com o sindicato e os trabalhadores”.

Em vez de reabrir as negociações com o Sindicato, o governador adotou uma postura cada vez mais truculenta, usando violência policial e demitindo os trabalhadores.

Segundo o sindicato da categoria, os metroviários acumulam perdas salariais que chegam a 35%, problemas na evolução do plano de carreira e não pagamento do adicional de periculosidade.

Como parte dos esforços de negociação junto ao governo estadual, os trabalhadores decidiram reduzir a reivindicação de reajuste para 12,2%. Mesmo assim, o governo permaneceu intransigente.

A Justiça definiu que o reajuste salarial da categoria deve ser de 8,7%, mesmo percentual oferecido pelo Metrô. Atualmente, o piso salarial dos metroviários é de R$ 1.323,55.

Uma nova assembleia está programada para as 13h.

Solidariedade
Centrais sindicais como CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical, UGT, entre outras, já declararam apoio à greve dos metroviários. Nas redes sociais, cresce o apoio à greve por parte de sindicatos e da juventude.

A greve também conta com a solidariedade do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

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