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Campanha de PLR 20/05/2014 | 12:16

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Metalúrgicos da GM entram em estado de greve

Mobilização acontece diante da incerteza dos metalúrgicos em relação ao recebimento da segunda parcela da PLR, ameaçada pelas metas abusivas

Em mobilização por PLR maior e sem metas abusivas, os metalúrgicos da GM entraram em estado de greve nesta terça-feira, dia 20.

A mobilização acontece diante da incerteza dos metalúrgicos em relação ao recebimento da segunda parcela da PLR, ameaçada pelas metas abusivas propostas pela montadora.

Durante a assembleia realizada na manhã de hoje, os metalúrgicos mostraram disposição de luta e podem ir à paralisação na defesa de seus direitos.

Baseado nas vendas, a perspectiva é de que a General Motors tenha um faturamento de R$ 9 bilhões este ano, apenas com a planta de São José dos Campos. Isso representa um aumento de R$ 2 bilhões no faturamento da montadora.

A empresa está alcançando estes números com 2.084 trabalhadores a menos. Isso quer dizer que, desde 2012, a GM já economizou R$ 304 milhões. Isso sem contar outros milhões de reais recebidos do governo federal na forma de incentivos fiscais.

Apesar do número de trabalhadores ter diminuído, a produtividade da fábrica de São José aumentou em 74% desde 2012. Isso quer dizer que, por um lado, a empresa está lucrando muito mais e, por outro, que o ritmo de produção é intenso.

No ano passado, os trabalhadores da GM receberam uma PLR de R$ 16.213 (primeira parcela de R$ 8.350, mais R$7.863). Este ano, diante da perspectiva de aumento do faturamento e do fato da montadora se manter como a segunda maior em vendas no país, a luta é para que a PLR seja maior.

“A GM não tem motivos pra reclamar e os metalúrgicos sabem disso. Por isso a disposição luta é grande”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Estabilidade no emprego
Diante dos incentivos fiscais recebidos pela montadora, os metalúrgicos também exigem do governo federal uma medida provisória que determine a estabilidade no emprego.

Neste momento, 6 mil metalúrgicos do setor automotivo estão na condição de lay-off e 16 mil estão ou já passa¬ram por férias coletivas. Nos últimos cinco anos, houve um crescimen¬to de 21,8% na produção no país, o que deixa claro que os atuais ataques são mais uma chantagem imposta pelas montadoras aos trabalhadores na tentativa de encolher os salários e direitos.

Além disso, somente em 2013, as montadoras enviaram US$ 3,5 bilhões em lucros ao exterior. Por isso, o Sindicato também cobra a proibição da remessa de lucros ao exterior e a nacionalização das empresas que demitirem.

“Reafirmarmos nossa pauta à presidente Dilma. É preciso enfrentar as montadoras e garantir aos trabalhadores salários, direitos e empregos”, reivindica Macapá.

Fotos: Tanda Melo

 

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