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Dia do Trabalhador 01/05/2014 | 16:57

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Ato classista marca 1º de Maio em São José dos Campos

Organizada por sindicatos da região e pela CSP-Conlutas, manifestação aconteceu no bairro Jardim Colonial

Este 1º de Maio, Dia de Luta de Trabalhador, foi marcado por um ato classista no bairro operário e popular do Jardim Colonial, em São José dos Campos.

Representantes de diversas categorias e sindicatos - como metalúrgicos, petroleiros, químicos, professores, trabalhadores dos Correios, da alimentação, aposentados, além de partidos e movimentos sociais, como o PSOL, PSTU, Mulheres em Luta (MML), Quilombo Raça e Classe e Luta Popular - compareceram ao ato apresentando as reivindicações dos trabalhadores e do povo pobre e denunciando o descaso dos governos.

Dia de luta
Como contraponto às festas organizadas pela CUT, CTB e Força Sindical, o ato realizado pelo Fórum de Lutas do Vale do Paraíba e pela CSP-Conlutas foi uma manifestação independente dos governos e patrões.

“Enquanto as outras centrais sindicais comemoram o 1º de Maio com grandes shows, dizendo que está tudo bem, dentro das fábricas, sentimos que não é bem assim. Por isso, estamos aqui hoje, realizando um dia de luta e denunciando os baixos salários, a excessiva carga horária, os acidentes de trabalho e a precarização dos serviços públicos”, afirmou o cipeiro da Revap (Refinaria do Vale do Paraíba) Jonas Alves.

Com faixas e bandeiras, os trabalhadores deixaram o recado de suas principais reivindicações. Uma apresentação teatral também denunciou a violência contra as mulheres, com a peça “Severina”, encenada pelo grupo “Quatro na Rua é Oito”.

Nossas bandeiras
Entre os presentes, foi marcante a crítica ao governo Dilma Rousseff (PT) pelo abandono aos serviços públicos de saúde, educação e transporte, enquanto gasta milhões de reais nas obras da Copa, que em nada servirão para atender às necessidades da população.

A crítica à política econômica e aos inúmeros incentivos concedidos aos patrões, sem nenhuma contrapartida aos trabalhadores, também foi um pontos dos fortes do ato.

“A presidente Dilma anunciou ontem medidas que deixam claro que esse governo é dos patrões e não dos trabalhadores. Dentre elas, está a correção da tabela do Imposto de Renda em míseros 4,5%, índice que está, inclusive, abaixo da inflação do último ano. A tabela do Imposto de Renda está defasada em quase 70%, e essa conta pesa mais no bolso dos trabalhadores”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Macapá também denunciou a intenção do governo, em conjunto com a CUT, de preparar uma medida provisória flexibilizando a jornada de trabalho e os salários nas montadoras. Após receberem mais de R$ 27 bilhões em incentivos fiscais, as fabricantes de veículos instaladas no Brasil voltam a ameaçar os trabalhadores com demissões, férias coletivas e suspensão de contratos. Mais de 2 mil demissões já aconteceram na região do ABC.

A crítica ao aumento da inflação e endividamento das famílias também marcaram o ato. “A cada mês, vamos ao supermercado e sentimos no bolso o aumento dos preços, o que reduz, cada vez mais, o nosso poder de compra. Por isso, cobramos do governo uma medida que acabe com o arrocho salarial’, reivindicou a integrante do MML, Janaína dos Reis.

Fotos: Tanda Melo


 

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