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Repressão 23/04/2014 | 10:02

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Paramilitares norte-americanos treinam policiais brasileiros para atuarem na Copa

A empresa responsável Academi, ex-Blackwater, é conhecida por formar mercenários de guerra

A empresa paramilitar Academi, ex-Blackwater, está treinando policiais militares e agentes da Polícia Federal para ações durante a Copa do Mundo.

A empresa funciona como uma espécie de exército terceirizado dos Estados Unidos e ficou internacionalmente conhecida após uma série de denúncias de atentado a civis e tortura de prisioneiros, durante as guerras do Iraque e Afeganistão.

Em janeiro de 2007, mercenários a serviço da empresa Blackwater abriram fogo contra civis na Praça Nisour, em Bagdá, matando 17 iraquianos desarmados.

Treinamento de guerra
Na semana passada, um grupo de 22 policiais militares e agentes federais brasileiros voltou de um treinamento de três semanas no centro da Academi, no estado da Carolina do Norte, Estados Unidos. O curso foi pago pelo governo americano e faz parte de uma série de ações de intercâmbio entre as forças policiais dos dois países.

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, da última segunda-feira, dia 21, o governo americano gastou US$ 2,2milhões, nos últimos dois anos, em ações conjuntas com a polícia brasileira.

Reforço na repressão
O governo federal também autorizou a atuação de policiais de outros países durante os jogos da Copa. Mais de 200 policiais estrangeiros devem desembarcar no Brasil para o mundial.

Todas essas ações fazem parte dos esforços do governo Dilma para aumentar o aparato repressivo durante a Copa. Desde o início dos protestos que marcaram a Copa das Confederações, a União já gastou quase R$ 50 milhões na compra de kits de armamentos não letais, que, agora, serão usados nas 12 cidades-sede do mundial.

São mais de 16 mil bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, cerca de 48 mil sprays de gás pimenta, além de pistolas elétricas, espingardas e munição de bala de borracha. Cada kit custou entre R$ 10 mil e R$ 14 mil.

A Secretaria Especial de Segurança de Grandes Eventos prevê um gasto total de R$ 1,9 bilhão com a segurança da Copa.

 

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