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Campanha nas redes sociais 02/04/2014 | 12:17

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Mulheres dão basta e dizem: “Não mereço ser estuprada”

Campanha é reação à pesquisa que apontou que 65% da população que “mulher que mostra o corpo merece ser atacada”

Uma campanha contra o machismo tomou as rede sociais, dando um basta ao que, a princípio, parece ser óbvio. Fotos de mulheres segurando cartazes com a frase “nenhuma mulher merece ser estuprada” tomaram o Facebook em resposta à pesquisa divulgada na última semana pelo Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), apontando que 65% da população concorda que “mulher que mostra o corpo merece ser atacada”.

A pesquisa também mostra o quanto o machismo é predominante em nossa sociedade. Outro dado revela que, para a maioria dos entrevistados (58%), “se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”.

A pesquisa expressa em números a dura realidade da opressão enfrentada diariamente por milhares de mulheres em nosso país, que chega ao ponto absurdo de colocar na vítima a culpa pela agressão sofrida.

Outro número expressa a face ainda mais dolorosa dessa realidade: a cada 12 segundos, uma mulher é estuprada no país. Para a diretora do Sindicato Rosângela Calzavara, ao contrário do que se faz crer, o ato de maior violência contra o corpo de uma mulher depende unicamente de uma condição: da existência de um estuprador.

“Se um homem acredita que pode estuprar uma mulher pelo tipo de roupa que ela veste, é porque existe muito machismo em nossa sociedade. Nenhuma mulher jamais poderia atacar um homem só pelo fato de ele andar por aí sem camisa ou com a cueca à vista”, explicou.


 

Perigo no transporte público
No último mês, ações de um grupo organizado que pratica e incita a violência contra a mulher foram descobertas. A página do grupo no Facebook contava com mais de 12 mil curtidas.

Os criminosos agiam nos transportes públicos de São Paulo, sobretudo em trens e metrôs, quase sempre lotados. Quinze homens foram presos após serem flagrados filmando decotes e partes íntimas de mulheres. As imagens eram postadas na internet com mensagens de incentivo ao “encoxamento”, abuso sexual e até mesmo estupro.

Infelizmente, este tipo de campanha também parte do próprio Estado. No início do mês, uma propaganda do Metrô, veiculada em rádios paulistas, dizia que vagões lotados têm seu lado positivo: a possibilidade de “xavecar a mulherada”.

Não por acaso, as denúncias de abuso sexual também cresceram. Nos últimos três meses, 20 mulheres foram atacadas em trens e metrôs da capital, principalmente nos horários de maior lotação. A estimativa, entretanto, é de que o número seja maior já que, por falta de apoio da própria polícia, muitas vítimas desistem da denúncia.

"Infelizmente, a realidade mostra que devemos, todos os dias, reafirmar o obvio. É claro que não merecemos ser estupradas. Estupro é crime! É dever do Estado garantir a segurança da mulher contra esse tipo de agressão, com transporte público de qualidade, delegacias da mulher e casas abrigo”, afirma Rosângela, indignada.

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