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US$ 3,3 bilhões 29/01/2014 | 10:46

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Montadoras são campeãs no envio de lucro ao exterior

Apenas em 2013, multinacionais enviaram US$ 3,3 bilhões às matrizes. Isenção do IPI chegou a R$ 12,3 bilhões

As fabricantes de veículos instaladas no Brasil voltaram a ser campeãs de remessas de lucros ao exterior, à frente de todos os outros setores econômicos. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) na última sexta-feira, dia 24, em 2013 as montadoras enviaram 3,3 bilhões de dólares em lucros às suas matrizes -- ou R$ 8,25 bilhões no câmbio atual. O valor é 35% superior ao de 2012, quando remeteu 2,44 bilhões de dólares e ficou na segunda posição -- perdendo por pouco para o setor de bebidas, com 2,49 bilhões de dólares.

As remessas de 2013 ainda estão longe de atingir o recorde de 2011, quando as montadoras enviaram às matrizes 5,6 bilhões de dólares em lucros. A cifra, entretanto, continua expressiva e voltou a crescer, comprovando que o setor vem conseguindo construir resultados consistentes no Brasil -- a despeito de todas as reclamações por parte dos empresários.

Há mais de dez anos o setor automotivo sempre fica entre os que mais remetem lucros ao exterior. Apenas nos últimos quatro anos, os dividendos pagos pelas fabricantes do Brasil às matrizes atingiram 15,4 bilhões de dólares. Esse valor já é quase a metade do que os fabricantes prometem investir no Brasil até 2017.

Incentivos fiscais
Já o corte no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) -- dado pelo governo para aumentar as vendas das montadoras -- custou aos cofres públicos R$ 12,3 bilhões. O maior impacto do corte do imposto sobre as contas públicas foi em 2013, quando o governo deixou de arrecadar R$ 4,5 bilhões.

Desde 2008, foram 10 medidas de redução, prorrogação e retorno parcial do IPI. O imposto voltou a subir de forma gradual em janeiro deste ano e as alíquotas devem chegar ao patamar normal no segundo semestre.

Demissões
Apesar dos altos incentivos fiscais, a GM fechou 1.217 postos de trabalho no Brasil entre janeiro de 2012 e dezembro de 2013, descumprindo o compromisso com o Governo Federal de não demitir, em troca da redução de impostos.

“Está comprovado que as montadoras estão tirando dinheiro dos cofres públicos e mandando para o exterior. O governo Dilma não pode permitir esse absurdo e precisa editar uma medida provisória proibindo as demissões no setor e a remessa de lucros ao exterior”, analisa o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

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