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Assembleia 21/01/2014 | 12:39

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Trabalhadores da GM aprovam acordo e luta por emprego

Decisão será apresentada em audiência de conciliação, marcada para esta quarta-feira, dia 22

Trabalhadores da General Motors de São José dos Campos aprovaram em assembleia, realizada nesta terça-feira, dia 21, a proposta de acordo apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª. Região, referente à indenização dos funcionários demitidos pela montadora no dia 31 de dezembro. Na mesma votação, os trabalhadores decidiram dar continuidade à luta em defesa do emprego e por investimentos.

A decisão será apresentada ao TRT, em audiência de conciliação agendada para quarta-feira, dia 22, às 14h30, entre GM e Sindicato, em Campinas. Na audiência anterior, ocorrida dia 10, a montadora já havia aprovado a proposta do TRT.

Com o acordo, todos os trabalhadores demitidos no dia 31 terão direito aos mesmos benefícios concedidos no PDV (Programa de Demissão Voluntária) de setembro de 2013, anulação da demissão dos lesionados estáveis, assistência médica por quatro meses após a data do aviso prévio, preferência na recontratação e indenização aos trabalhadores em fase de pré-aposentadoria (até dois anos antes da aposentadoria). Os benefícios do PDV variam de acordo com o tempo de fábrica de cada trabalhador, podendo chegar a cinco salários.

A proposta também prevê a abertura de negociação entre GM e Sindicato sobre o nível de emprego na fábrica.

Sindicato moveu ação contra demissões
A audiência no TRT é resultado de ação de dissídio coletivo movida pelo Sindicato contra a montadora, que demitiu 687 trabalhadores sem abrir negociação, desrespeitando assim a 13ª. Cláusula do acordo assinado em janeiro de 2013, que determinava a negociação sobre o nível de emprego na fábrica.

Os cortes são consequência do fim da produção do modelo Classic no setor MVA (Montagem de Veículos Automotores), em São José dos Campos. A GM transferiu a linha para a fábrica de Rosário, na Argentina, apesar de todos os benefícios fiscais que vem recebendo do governo federal. Desde maio de 2012, o governo deixou de arrecadar R$ 6,7 bilhões com a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o setor automotivo .

Luta continua
Mesmo com a aprovação do acordo, os metalúrgicos darão continuidade à campanha em defesa do emprego, exigindo do governo federal medidas que proíbam demissões em empresas beneficiadas por incentivos fiscais, como é o caso das montadoras . Segundo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, entre janeiro de 2012 e dezembro de 2013, a GM fechou 1.217 postos de trabalho no Brasil.

“A aprovação do acordo é apenas uma etapa em nossa luta em defesa do emprego. Vamos continuar cobrando do governo Dilma, que, com sua política econômica, tem grande responsabilidade nessas demissões. Na assembleia de hoje, os trabalhadores deixaram claro que permanecerão lutando por seus empregos e direitos”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Investimentos
O Sindicato também segue cobrando da GM os investimentos de R$ 2,5 bilhões em uma nova fábrica em São José dos Campos, previsto em acordo assinado entre Sindicato e montadora, em 15 de julho de 2013. Até agora, a montadora não formalizou o anúncio.

Fotos: Tanda Melo

 

 

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