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Manifestação 27/06/2011 | 14:28

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CSP-Conlutas participa da Parada Gay

Parada reuniu cerca de 4 milhões de pessoas no último domingo, dia 26

A avenida Paulista e a rua Consolação, em São Paulo, foram tomadas por cerca de 4 milhões de pessoas neste domingo, de 26. Foi a 15ª Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

A CSP-Conlutas participou da manifestação e defendeu a politização do movimento. Representantes da CSP-Conlutas Vale do Paraíba, com apoio do nosso Sindicato e da Admap, também participaram do ato, com faixas e cartazes.

Este ano, a Central foi convidada a participar da Parada pelo presidente da Associação que organiza o evento, Ideraldo Beltrame. De acordo com Douglas Borges, integrante do Setorial LGBT da CSP-Conlutas, o convite reflete o justo reconhecimento da atuação da entidade.

“A CSP-Conlutas, por meio de seu setorial LGBT, está presente nessa luta, seja nas muitas manifestações que foram organizadas nos últimos meses contra os ataques homofóbicos, seja na luta cotidiana pelos direitos dos homossexuais no Brasil”, afirma.

A coluna de manifestantes da Central começou a concentrar-se por volta das 10h da manhã na esquina da Paulista com a Augusta. Nossas faixas exigindo direitos e contra a discriminação foram bem recebidas pelos que passavam por ali. Também fizeram sucesso os bonecos gigantes levados pelo Sindsef-SP, um deles o deputado federal Jair Bolsonaro, com uma bandeira de arco-íris sobre a boca, e outro da presidente Dilma.

“A Parada é um grande evento, infelizmente, uma de suas falhas é ser transformada apenas num dia de carnaval”, avaliou Douglas. Ele alerta que não é essa alegria que permeia o cotidiano de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil. “Somos discriminados, sofremos violência e ainda temos muitos direitos a conquistar”, afirma.

O dirigente da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, José Maria de Almeida, falou no principal carro de som na abertura da Parada e lembrou a importância dessa luta no dia a dia e de sua politização.

“As negociatas de Dilma, a postura reacionária de gente como Bolsonaro e amplos setores do congresso demonstram que não podemos confiar neste caminho para a conquista dos direitos que os homossexuais precisam e merecem. A luta contra a homofobia, que vitima cada vez mais jovens nas ruas de São Paulo, também não depende de quem está em cima destes carros de som. Esta é uma luta que se faz nas ruas”, disse.

Em nome do setorial LGBT da CSP-Conlutas, falou Guilherme Rodrigues: “Hoje é dia de festa, porque a gente tem orgulho de ser o que é. Mas, também, é dia de luta, porque não podemos esquecer de todos aqueles e aquelas que foram assassinados, que sofreram ou foram humilhados, exatamente porque somos o que somos”, disse.

“Acima de tudo, é dia de luta. É dia de resgatar o espírito de Stonewall e de lembrar que a luta contra a homofobia não pode servir como moeda de troca para salvar políticos safados, nem pode ser pisoteada por fascistas e reacionários. Por isso, estamos para celebrar o pouco que conquistamos, mas, acima de tudo, para demonstrar nossa disposição de seguir lutando até que tenhamos todos os direitos que precisamos e merecemos”, concluiu.

 

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