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Demissão em massa 10/01/2014 | 19:23

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Reunião revela que GM é que descumpriu acordo de emprego

Desrespeitando acordo que a isentou de impostos, fabricante de automóveis fechou 1.217 postos de trabalho no Brasil, de 2012 a 2013

Durante reunião realizada na tarde desta sexta-feira, dia 10, com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos, General Motors e governos federal e estadual, foram apresentados dados que revelam que a fabricante de automóveis fechou 1.217 postos de trabalho no Brasil, de janeiro de 2012 a dezembro de 2013.

Extraídos do banco de dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do governo federal, os números desmentem o discurso da montadora, de que, mesmo quando contabilizadas as demissões em São José dos Campos, a criação de empregos no país -- onde mantém outras plantas -- apresenta saldo positivo.

Os números foram apresentados pelo superintendente regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, Luiz Antônio de Medeiros. Além dele e dos representantes do Sindicato e da GM, o encontro contou com a participação do secretário estadual do Trabalho, Tadeu Morais, e do secretário adjunto de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Carlos Artur Barboza.

Para o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, está "provado" que a General Motors descumpriu o acordo celebrado com o governo Dilma de manter o nível de emprego por conta do recebimento de isenções fiscais, como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Nos últimos anos, o governo condicionou, por várias vezes, a redução do imposto à manutenção dos postos de trabalho nas montadoras.

"Os números, apresentados pelo representante do próprio governo, mostram que a GM rasgou o acordo assinado com o Ministério da Fazenda e demitiu em massa mesmo recebendo um grande volume de isenções fiscais, tirando dinheiro do orçamento federal. Por isso, mais do que nunca, o governo Dilma precisa intervir para exigir a suspensão imediata de todas as demissões feitas empresa", disse Macapá.

"Está claro como água que é a GM que descumpriu um acordo. Agora, o governo federal não pode continuar dando dinheiro para financiar as demissões da empresa", acrescentou.

Demissão de trabalhadores com estabilidade
Na reunião, houve a revelação de outra irregularidade da GM. A direção da empresa reconheceu que entre os metalúrgicos demitidos na planta de São José dos Campos estão pessoas com estabilidade no emprego -- como lesionados e trabalhadores em período de pré-aposentadoria.

No encontro, realizado na sede da Superintendência Regional do Trabalho, em São Paulo, ficou definido que a companhia terá de readmitir todos os trabalhadores com estabilidade, demitidos irregularmente.

Segundo o diretor institucional da GM, Luiz Moan, foram 687 cortes realizados no dia 31 de dezembro, atingindo, além do setor MVA --que foi fechado pela companhia--, todas as áreas da unidade.

Enquanto acontecia a negociação, trabalhadores da GM e representantes de centrais sindicais fizeram um protesto, em frente à sede da Superintendência, em que pediam a volta de todos os demitidos pela montadora.

Audiência no TRT na terça
A mobilização em defesa dos empregos vai continuar. No dia 14 de janeiro, próxima terça-feira, acontece uma audiência de conciliação na sede do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª região, em Campinas, sobre a ação movida pelo Sindicato que pede a reintegração de todos os demitidos pela GM.

Antes de agendarem uma nova rodada de negociações, os representantes dos governos federal e estadual anunciaram que vão aguardar o resultado da audiência no Tribunal.

No caso da GM, o Sindicato reivindica a suspensão imediata das demissões, estabilidade no emprego para todos os trabalhadores da fábrica e os investimentos já previstos em acordo na planta de São José dos Campos.

Fotos: Reinaldo Marques

 

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