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Caso GM 02/01/2014 | 15:38

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Sindicato tem reunião com ministro sobre demissões na GM

Sindicato vai cobrar suspensão das demissões e estabilidade para os trabalhadores

Após a demissão em massa comunicada através de cartas pela direção da General Motors de São José dos Campos na última semana, em meio às festas de fim de ano e com ampla maioria dos trabalhadores em férias coletivas, o Sindicato já prepara novas ações para defender o emprego e reverter as demissões.

Na próxima segunda-feira, dia 6, uma reunião entre os representantes do Sindicato e o ministro do Trabalho, Manoel Dias, acontecerá em Brasília. Nessa reunião o Sindicato pretende cobrar a suspensão das demissões e a garantia de estabilidade para os trabalhadores da planta.

Os representantes do Sindicato vão ainda à Secretaria Geral da Presidência onde tentarão ser recebidos pela presidente Dilma Rousseff (PT) para cobrar sua intervenção direta no caso. Um pedido de reunião foi protocolado na última semana, mas ainda não houve resposta.

Incentivos e demissões
Mesmo com os repetidos incentivos fiscais do governo federal, a empresa insistiu em demitir trabalhadores, desativar o setor MVA (Montagem de Veículos Automotores) e transferir a produção do Classic para Rosario, na Argentina. Entre abril de 2012 e julho de 2013, foram fechados 1.500 postos de trabalho na fábrica.

Na mesma semana em que a GM realizou as demissões, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o IPI para carros 1.0 a partir deste mês será de 3%, aumento de 1% em relação ao ano passado, mas ainda longe dos 7% praticados antes da redução. Apenas com o corte deste imposto o governo deixou de arrecadar mais de R$ 6 bilhões nos últimos dois anos. Apesar da generosa ajuda do governo, a manutenção dos empregos, uma das contrapartidas para os incentivos, foi descumprida pela montadora.

“Não podemo aceitar que o governo continue dando dinheiro público para as montadoras colocarem os trabalhadores na rua. Vamos exigir que o governo intervenha, suspenda as demissões e garanta a estabilidade dos trabalhadores”, afirmou o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Além de cobrar a intervenção do governo, o Sindicato ainda vai cobrar da GM os investimentos previstos para a fábrica de São José dos Campos. Em junho, foi assinado um acordo para que a montadora trouxesse para a planta local investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões, o que geraria 2.500 empregos diretos.

Uma nova assembleia com os trabalhadores demitidos está marcada para a próxima quarta-feira, dia 8, às 10h na sede do Sindicato.

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