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Blindado antimanifestante 09/12/2013 | 16:23

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Polícia de SP terá veículo para reprimir manifestações

Equipamento lança gás lacrimogêneo e jato de água capaz de derrubar uma pessoa a mais de 30 metros de distância

Após a onda de protestos que tomaram as ruas do país em junho e julho, a Polícia Militar de São Paulo está reforçando seu aparato de repressão. Até o fim do mês, a PM deve adquirir quatro veículos blindados, equipados com jatos de água capazes de derrubar uma pessoa a mais de 30 metros de distância.

Os equipamentos fazem parte de um lote de 14 veículos que devem entrar em operação no próximo ano. Além dos jatos de água, eles também lançam gás lacrimogêneo e tinta colorida, usada na identificação de manifestantes.

Os veículos também contam com câmeras que aproximam a imagem a até 100 metros de distância, com cobertura de 360 graus. As imagens são gravadas, inclusive à noite, graças às câmeras de visão noturna.

Usados há mais de 20 anos na Europa, em operações do CDC (Centro de Contenção de Distúrbios), esse tipo de equipamento é inédito no Brasil, mas deve ganhar espaço com a proximidade da Copa do Mundo.

A previsão é que sejam gastos 30 milhões de dólares (R$ 67,5 milhões). Além dos blindados antimanifestante, a PM comprará cartucheiras semiautomáticas calibre 12, para uso da Tropa de Choque, dois robôs para desarmar bombas e carros blindados para transporte de policiais.

Lei antiterrorismo
A aquisição desses equipamentos soma-se a outras iniciativas dos governos estadual e federal de criminalização das manifestações e dos movimentos sociais. Outro exemplo é a aprovação, em uma Comissão do Senado, do projeto de lei que tipifica o terrorismo no Brasil.

O projeto de lei define terrorismo como "provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação da liberdade de pessoa", com pena de reclusão de 15 a 30 trinta anos (pena superior a de homicídio).

De tão vaga, essa definição pode ser enquadrada, por exemplo, a qualquer protesto de rua. O projeto ainda precisa ser votado no plenário da Câmara e do Senado e, caso seja aprovado, será uma nova arma nas mãos do Estado contra toda a população que for às ruas.

Campanha contra a criminalização dos movimentos
Diante do aumento da repressão dos governos contra as manifestações, a CSP-Conlutas e outras entidades lançam, na próxima terça-feira, dia 10, a Campanha Nacional Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais e da Pobreza. O lançamento será marcado por um ato público, às 14h, na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo.

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