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Previdência 03/12/2013 | 18:08

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Fator previdenciário rouba fatia ainda maior da aposentadoria

Pela fórmula utilizada, mulheres são as mais afetadas por perdas nos benefícios

A divulgação da revisão da expectativa de vida do brasileiro, anunciada segunda-feira, dia 2, fez com que os valores das novas aposentadorias perdessem, em média, 2%  em relação aos pedidos feitos até novembro.

Essa péssima notícia para os trabalhadores tem uma explicação: quanto mais aumenta a expectativa de vida, maior é o desconto do fator previdenciário - mecanismo, criado por FHC e mantido por Lula e Dilma, que reduz a aposentadoria dos brasileiros em até 40% no momento da concessão do benefício.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a esperança de vida ao nascer no Brasil subiu de 74,08 anos em 2011 para 74,6 anos em 2012.

As mulheres terão uma redução ainda maior nas aposentadorias calculadas sob o novo fator previdenciário. A diferença no benefício delas deve superar R$ 200, segundo cálculos do advogado Sérgio Henrique Salvador, especialista em Direito Previdenciário e professor do Ibep (Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários).

Uma mulher com 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, com salário teto do INSS de R$ 4.159, que entrasse com pedido de aposentadoria até sexta-feira passada, dia 29, receberia R$ 2.495,40 pela tabela anterior. Se essa mesma mulher entrasse com pedido de aposentadoria hoje, com a validade da nova tabela de expectativa de vida, ela receberia R$ 2.287,45, ou seja, R$ 208 a menos.

"Como não poderia deixar de ser, o fator previdenciário, fortemente influenciado pela expectativa de vida publicada pelo IBGE, continua sendo drasticamente prejudicial para a mulher", afirmou Salvador à Agência Estado.

Fim do fator previdenciário
A CSP-Conlutas e o movimento sindical combativo defendem o fim imediato do fator previdenciário, mecanismo que só prejudica a classe trabalhadora.

O Congresso Nacional chegou a aprovar o fim do fator, mas a medida foi derrubada por um veto do ex-presidente Lula, em plena estréia do Brasil na Copa do Mundo da África, em junho de 2010. Uma traição contra os trabalhadores.

Agora, chegam até a cogitar o fim da fórmula, mas desde que seja substituída por outro ataque, o fator 85/95. Por esse cálculo, a soma do tempo de contribuição e idade precisa ser de 85 anos para mulheres e de 95 para homens. É trocar seis por meia duzia.

"Queremos o fim do fator previdenciário, sem fator 85/95 ou qualquer outro tipo de ataque. Vamos continuar nossa mobilização até que isso aconteça", afirmou o diretor do Sindicato e membro da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

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