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Dia contra a Violência à Mulher 26/11/2013 | 11:34

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Ato exige proteção do Estado a mulheres vítimas de violência

Manifestações artísticas e denúncias aconteceram na Praça Afonso Pena

As agressões vividas diariamente pelas mulheres foram repudiadas das mais diversas formas nesse dia 25, Dia Latino-americano e Caribenho pelo Fim da Violência contra a mulher. Mesmo debaixo de chuva, um ato público realizado na Praça Afonso Pena levou a população a refletir sobre o descaso do poder público em relação às vítimas de machismo, tanto no ambiente doméstico quanto no ambiente de trabalho.

Organizado pelo Movimento Mulheres em Luta (MML), o ato uniu apresentações artísticas, como teatro e poesia, a discussões políticas. Os manifestantes não deixaram dúvidas quanto à necessidade de se implantar o sistema de 24 horas nas Delegacias da Mulher, sete dias por semana, construção de casas abrigo e creches para todos.

Hoje, as Delegacias da Mulher funcionam apenas no horário comercial, de segunda a sexta-feira. Ou seja, mulheres que são agredidas à noite ou nos finais de semana têm de recorrer a delegacias convencionais, atendidas principalmente por homens, em um ambiente nada acolhedor para as vítimas da violência.

“O Estado tem a obrigação de oferecer todo suporte para que as mulheres sintam-se seguras e estimuladas para denunciar seus agressores. Mas, infelizmente, esta não é a realidade. Por isso, exigimos que o governo do estado ouça nossas reivindicações e as atenda imediatamente. Não há mais como esperar por uma medida tão simples e tão urgente”, afirma a diretora do Sindicato Rosângela Calzavara.

O MML também reivindica a construção de casas abrigo, em que mulheres agredidas por seus companheiros tenham um lugar para ficar, junto com seus filhos, depois de denunciarem os agressores.

“Como a mulher vai denunciar seu marido e depois voltar tranquilamente pra casa? Sem a casa abrigo, as agressões continuarão acontecendo impunemente, já que as vítimas não contam com o apoio do Estado e, por isso mesmo, têm medo de fazer a denúncia”, conclui Rosângela.

As reivindicações foram encaminhadas ao prefeito Carlinhos Almeida (PT), por uma comissão de mulheres. O prefeito, entretanto, não recebeu o grupo. Na pauta, exigimos do prefeito uma atitude mais efetiva junto ao governo federal para implantação de casas abrigo e Delegacias de Defesa da Mulher 24h.

Além do MML, o ato na Praça Afonso Pena contou com a participação do Sindicato dos Metalúrgicos, dos trabalhadores dos Correios, das Domésticas, Admap, Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre), Movimento Quilombo, Raça e Classe, Movimento Lutas Populares e PSTU, além da apresentação teatral dos alunos da Escola Estadual Malba Tereza e do grupo Quatro na Rua Oito.

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