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basta de agressões e mortes 25/11/2013 | 14:02

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25 de novembro é dia de luta contra a violência à mulher

Às 15h, MML entrega pauta de reivindicações ao prefeito Carlinhos. À 18h, tem ato na Praça Afonso Pena

O 25 de novembro é marcado como Dia Latino-americano e Caribenho pelo Fim da Violência contra a mulher. Nesta data, o Movimento Mulheres em Luta (MML) realiza atos simultâneos em 130 cidades do país, inclusive em São José dos Campos, com o objetivo de cobrar dos governos seu compromisso social na prevenção e erradicação da violência contra a mulher.

Em São José dos Campos, o MML vai exigir do prefeito Carlinhos Almeida (PT) uma atitude mais efetiva junto ao governo federal para implantação de casas abrigo e Delegacias de Defesa da Mulher abertas 24h, sete dias por semana. A pauta será entregue na Prefeitura às 15h.

Ainda como parte das atividades do Dia Latino-americano pelo Fim Violência à Mulher, haverá um ato na Praça Afonso Pena, às 18h, que também vai exigir a imediata construção de casas abrigo, com orientação, formação profissional e infraestrutura necessária para abrigar e assistir mulheres e filhos em situação de violência.

Também haverá atos nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, São Luís, Curitiba, Aracaju e Belo Horizonte.

Porque lutamos
No Brasil, a escalada de violência contra as mulheres cresce a cada dia. A última pesquisa mais importante sobre violência, publicada em 2010, com base em dados do SUS, revelou uma terrível realidade: a cada duas horas uma mulher é assassinada em nosso país por motivos fúteis ou torpes.

A cada quatro minutos, estima-se que uma mulher é vítima de algum tipo de agressão física. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), das mulheres assassinadas entre 2009 e 2011, 54% eram jovens (de 20 à 39 anos) e 61% eram negras, que são também as mais afetadas pelo desemprego e baixa renda.

Além disso, as denúncias de estupro cresceram 157% nos últimos 4 anos, e seu número superou o de homicídios dolosos em 2012 (Anuário Brasileiro de Segurança Pública).

Outra questão importante é violência protagonizada pelo Estado com a falta de investimento em saúde, educação, moradia e reforma agrária. As mulheres, sobretudo as mães e solteiras, responsáveis pelos cuidados e educação dos filhos, são as que com a falta de investimentos nessas área.

A origem da data
Criada em 1981, no Primeiro Encontro Feminista Latino-americano e Caribenho, na Colômbia, a data é uma homenagem às irmãs Mirabal – Patria, Minerna e Maria Tereza, cruelmente assassinadas em 1960, pelo então ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.

As irmãs formaram um grupo de oposição ao regime de Trujillo, após perderem a casa e tudo que possuíam, devido às políticas do ditador, e se tornaram conhecidas como “Las Mariposas”.

As irmãs eram muito queridas no país, o que levou a uma grande reação do estado, que encomendou a morte das “Mariposas”. O assassinato causou grande comoção na República Dominicana.

Esta reação contribuiu no despertar da consciência do povo, e culminou no assassinato do ditador em 1961. Mais tarde, em 1999 o fato histórico foi reconhecido pela ONU, quando em Assembleia Geral declarou que o dia 25 de novembro passaria a ser o dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, em homenagem às irmãs Mirabal.

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