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Audiência Aberta na Câmara 24/10/2013 | 13:18

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Sindicato mostra viabilidade da redução da jornada na Embraer

Impacto financeiro seria de apenas 3,26% sobre a folha de pagamento

O Sindicato apresentou, em audiência aberta realizada na Câmara Municipal, na última quarta-feira, dia 23, dados que comprovam a viabilidade da redução da jornada de trabalho na Embraer.

Cálculos realizados pelo Dieese, com base nas demonstrações financeiras da empresa, mostram que uma jornada reduzida em três horas semanais teria um impacto financeiro de apenas 3,26% sobre a folha de pagamento e ainda geraria 1.224 empregos diretos. 

Os dados foram apresentados pelo vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros, que pretendia abrir debate com a Embraer durante a audiência. Mas, lamentavelmente, a empresa não enviou qualquer representante, fugindo mais uma vez do diálogo com os trabalhadores.

A presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT), abriu os trabalhos e também registrou sua indignação com a ausência da Embraer no debate. “É um desrespeito a Embraer não ter vindo. Seria de grande importância para a cidade debater sobre a jornada dos trabalhadores”, afirmou.

Enquanto a empresa perdeu a oportunidade de participar da audiência, o Sindicato e o público presente aproveitaram para se aprofundar ainda mais sobre o assunto e exigir que vereadores, prefeito e governo federal entrem na luta pela redução da jornada e pressionem a Embraer para que atenda a reivindicação dos trabalhadores.

Somente em 2012, o governo federal beneficiou a empresa com R$ 330 milhões em desoneração da folha de pagamento e R$ 203 milhões em financiamentos via BNDES. Além disso, o governo federal já reservou R$ 959 milhões na previsão orçamentária de 2014 para o projeto KC-390 desenvolvido pela Embraer para a Força Aérea Brasileira.

“Uma empresa que é beneficiada com dinheiro público, deveria no mínimo ser cobrada do governo federal para que atendesse as reivindicações dos trabalhadores e reduzisse a jornada. Mas a realidade é que, apesar de se beneficiar de todo esse dinheiro, a Embraer tem feito uma política inversa, investindo fora do Brasil e provocando o fechamento de postos de trabalho em toda a cadeia do setor aeronáutico”, disse Herbert.

O vice-presidente estava se referindo ao processo de desnacionalização do setor aeronáutico promovido pela Embraer. Parte da produção de aeronaves, que antes estava concentrada em fábricas instaladas em nossa região, está sendo transferida para outros países, como México, China, Portugal e Estados Unidos. A consequência direta é a demissão de trabalhadores brasileiros.

“Com todos esses ataques à classe trabalhadora, fica evidente a necessidade de fortalecermos ainda mais nossa luta pela redução da jornada. Esta bandeira, que já é histórica entre os metalúrgicos, também tem de ser defendida por toda a sociedade”, concluiu o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Fotos: Lucas Lacaz

 

 

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