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Não à privatização do petróleo 21/10/2013 | 12:08

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Greve na Revap contra leilão do pré-sal chega ao quinto dia

Pressão contra privatização cresce em todo país. Leilão está marcado para esta segunda-feira

Os petroleiros da Revap de São José dos Campos decidiram em assembleia nesta segunda-feira, dia 21, manter a greve contra o leilão do Campo de Libra, previsto para acontecer na tarde de hoje. Este é o quinto dia de paralisação na refinaria.

Em todo país, cresce a pressão contra o leilão, com mobilizações em refinarias e plataformas em várias cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Amazônia e Pará.

Somando-se aos petroleiros de todo o Brasil, mais de 4 mil trabalhadores terceirizados da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (SP) também decidiram cruzar os braços nesta segunda-feira.

Cárcere privado
Na sexta-feira, dia 18, o Sindipetro denunciou a prática de cárcere privado por parte da Petrobras, que estaria impedindo cerca de 40 trabalhadores de saírem da refinaria desde quinta-feira.

Uma oficial de Justiça esteve no local na sexta-feira para realização de uma inspeção. Segundo o diretor do Sindipetro, Lucas Guerra, durante a vistoria foram encontradas cinco camas montadas no Centro de Treinamento de refinaria, o que comprova a existência do cárcere. A oficial de Justiça saiu da Revap sem dar qualquer informação à imprensa.

Maior privatização da história
A privatização do Campo de Libra será a maior já realizada no Brasil. A reserva está estimada em 12 bilhões de barris de petróleo pré-sal. Para se ter uma ideia, em seus 60 anos de existência, a Petrobras produziu 15 bilhões de barris de petróleo.

O pré-sal é atualmente uma das maiores fontes de riqueza do país. Ele foi descoberto com tecnologia nacional e a única empresa com capacidade para explorá-lo é a Petrobras. Isso quer dizer que as empresas vencedoras do leilão não terão de fazer nenhum investimento para ter acesso ao petróleo. A Petrobras fará todo o trabalho pesado de extração do óleo e entregará às multinacionais de mãos beijadas para que elas vendam no mercado internacional durante 40 anos.

O Campo de Libra está avaliado em R$ 3 trilhões, mas o governo espera arrecadar apenas R$ 15 bilhões com o leilão, isso equivale a R$ 1 o barril de petróleo. Para se ter uma ideia, no mercado internacional o petróleo está cotado em R$ 200 o barril. Esta simples comparação dá a dimensão do tamanho do crime contra o patrimônio nacional cometido pelo governo de Dilma Rousseff.

Destino do dinheiro
Esses R$ 15 bilhões já têm destino certo. Vão diretamente para os cofres de grandes bancos internacionais, como pagamento da dívida externa brasileira. Dívida, aliás, que já foi paga uma dezena de vezes.

O governo também mente ao afirmar que os royalties obtidos com a exploração do recurso vão provocar uma revolução na educação. De acordo com levantamento feito pela Auditoria Cidadã da Dívida, somente 1,65% do pré-sal iria para a educação.

A perspectiva é de que, em 2022, o investimento dos royalties em educação equivalerá a, no máximo, a 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de tudo que o país produz em um ano. Para garantir educação de qualidade à todo população seria necessário investimento de 10% do PIB.

“Na época da eleição, a presidente Dilma afirmou que era um crime privatizar o pré-sal. Agora, a própria presidente comete um crime contra a nação e ainda convoca o Exército para reprimir os trabalhadores que são contra a entrega do petróleo às multinacionais”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

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