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Impulsionar as lutas 07/10/2013 | 16:31

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MML faz grande Encontro de mulheres classistas

Com mais de 2.300 participantes, evento mostrou a força da mulher lutadora

O Movimento Mulheres em Luta (MML) fez história neste fim semana, entre os dias 4 e 6, com a realização do maior evento de mulheres classistas dos últimos anos. O 1º Encontro Nacional do MML reuniu 2.300 trabalhadoras, estudantes, aposentadas e desempregadas de todas as regiões do país, e representa um grande salto na organização e luta contra a opressão machista e a exploração.

O evento aconteceu em Sarzedo (MG), com participação de trabalhadoras metalúrgicas da nossa região e de outros estados, petroleiras, bancárias, trabalhadoras dos Correios, professoras, muitas delas em greve, como as educadoras das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro (RJ).

Para Camila Lisboa, funcionária do Metrô de São Paulo e membro da Executiva Nacional do MML, a ampla participação no Encontro é um reflexo das mobilizações de junho e julho, em que as mulheres foram destaque. “Milhares de mulheres foram às ruas dar um basta à situação que estão vivendo. Nossa tarefa no Encontro é dar continuidade a essas lutas”, afirmou.

Atividades do Encontro

A abertura do evento aconteceu na sexta-feira, dia 4, em Belo Horizonte. No segundo dia, o painel de Conjuntura Nacional e Internacional contou com a participação de representantes da CSP-Conlutas, Sindicato dos Trabalhadores da USP, representante da Condsef, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Altamira, Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte, além da ANEL. Devido ao grande número de participantes, o painel teve de ser dividido em duas mesas, que ocorreram simultaneamente.

Em sua fala, Camila Lisboa fez um balanço da situação das trabalhadoras em dez anos de governo do Partido dos Trabalhadores (PT). “O aumento das lutas mostra que a sensação de bem estar com o crédito e incentivo ao consumo acabou. A população está endividada, as desigualdades estão aumentando, e isso afeta ainda mais as mulheres”, avaliou.

Segundo Camila, em dez anos de governo, a preocupação do PT foi atender aos empresários, com uma política de desonerações, incentivos fiscais e privatizações. Enquanto isso, a diferença de salários entre homens e mulheres voltou a crescer e a violência contra as mulheres aumentou, apesar da Lei Maria da Penha.

A representante do Sindicato dos Bancários do RN, Beatriz Paiva, falou sobre a crise econômica internacional que, na Europa, afeta toda a classe trabalhadora e em especial, as mulheres, atingidas pelo aumento do desemprego, cortes na aposentadoria e aumento da violência.

No período da tarde, as participantes do Encontro se dividiram em grupos temáticos de discussão com temas como violência, mulher negra, creches, aposentadas e LGBT.

No grupo sobre mulher operária, os informes das várias categorias presentes mostraram que os problemas que afetam as trabalhadoras do setor industrial são os mesmos. Dentre os ataques relatados estão o assédio moral, a falta de estrutura adequada (como vestiários e estrutura para as grávidas), a diferença salarial e a terceirização, que afeta principalmente o sexo feminino.

Campanha contra a violência
No domingo, aconteceu o painel sobre violência contra a mulher, que contou com a participação da ativista indiana Soma Marik, que organiza a luta contra os estupros em seu país, e de Elizabeth Gomes da Silva, esposa do ajudante de pedreiro Amarildo, que desapareceu há dois meses após ter sido preso no Rio de Janeiro.

Soma falou sobre a dura realidade de violência enfrentada pelas mulheres pobres da Índia. O governo indiano culpa a mulher pela grande quantidade de estupros que ocorrem no país e, segundo Soma, não há punição quando a violência é realizada por homens ricos. No país, a luta é por uma lei que reconheça e penalize a violência contra a mulher.

Elizabeth contou sobre os muitos casos de violência ocorridos após a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) na Favela da Rocinha. Segundo ela, sua iniciativa de denunciar a morte de seu marido encorajou muitas mulheres pobres das favelas cariocas a denunciarem outros casos de agressão policial.

“Não vou parar de gritar enquanto não encontrar os ossos de meu marido. É preciso dar um basta à violência contra a população pobre imposta pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes”, afirmou Elizabeth.

Após o painel, aconteceu uma das votações mais importantes do Encontro, a da Campanha Nacional Contra a Violência às Mulheres. Com isso, o próximo desafio do MML, será levar para as ruas toda força expressa no Encontro, no dia 25 de novembro, quando acontece o Dia Latino-americano Contra a Violência à Mulher.

O Encontro também elegeu a direção Nacional do MML e confirmou a entidade como uma ferramenta de luta classista das mulheres.

“Sem dúvida tivemos um vitorioso Encontro de Mulheres que servirá para impulsionar nossa organização e a luta contra o machismo e a exploração em todo país”, avaliou a diretora do Sindicato dos Metalúrgicos, Rosângela Calzavara.

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