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O petróleo tem que ser nosso! 04/10/2013 | 10:22

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Petroleiros fazem atos contra leilão do pré-sal

Mobilizações denunciam a privatização do maior recurso nacional a preço de banana

A Petrobras completou 60 anos nesta quinta-feira, dia 3, e para protestar contra a privatização do petróleo nacional, os petroleiros e movimentos sociais realizaram uma série de manifestações e atos públicos em vários estados do país.

Nesse dia nacional de luta unificada, os petroleiros exigiram do governo Dilma Rousseff o cancelamento do leilão do Campo de Libra, do pré-sal, previsto para acontecer no dia 21 deste mês.

Em São José dos Campos, os trabalhadores da Revap atrasaram a entrada do turno em uma hora e meia, com mobilização de trabalhadores diretos e terceirizados. Ainda pela manhã, eles se uniram aos trabalhadores em greve dos Correios e aos metalúrgicos e realizaram um ato na Praça Afonso Pena. Os trabalhadores buscaram o apoio da população e distribuíram jornais com informações sobre como o leilão do petróleo causará prejuízos ao país.

Em Sergipe e Alagoas, os petroleiros realizaram paralisações de 24 horas. Ao longo do dia também ocorreram atos em terminais e refinarias no Maranhão, Amazonas, Pará, Amapá, Espírito Santo, São Paulo, Cubatão, São Sebastião e Caraguatatuba.

Desde o dia 24, acontece um acampamento em frente à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Na quarta-feira, dia 2, o movimento foi intensificado, com a chegada dos petroleiros aposentados, que ocuparam o saguão do edifício.

A mobilização faz parte de um calendário de lutas que deve culminar com um grande ato no dia 21, na sede da Petrobras, onde será realizado o primeiro leilão do pré-sal.

Petróleo a preço de banana
O campo de Libra, localizado em Santos, é a maior reserva de petróleo atualmente em oferta no mundo. A área tem reserva estimada em 15 bilhões de barris de petróleo, avaliados em R$ 3 trilhões. Entretanto, a presidente Dilma pretende vender a área por apenas R$ 15 bilhões.

Toda a reserva do pré-sal brasileiro ultrapassa os 74 bilhões de barris, o suficiente para abastecer o país por 60 anos e nos tornar autossuficientes em petróleo, acabando assim com a necessidade de importação do recurso.

Além do cancelamento dos leilões, a pauta de reivindicações dos petroleiros também inclui a manutenção da Petrobras como estatal, o fim das demissões, reajuste salarial e garantia de aposentadoria especial.

As paralisações estão sendo convocadas pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que possui sindicatos ligados à CSP-Conlutas, e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), ligada à CUT.

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