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O petróleo tem que ser nosso 27/09/2013 | 12:32

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Entidades fazem acampamento em frente à Petrobras contra leilão do pré-sal

Campanha “O petróleo tem quer ser nosso” questiona entrega do maior patrimônio nacional às multinacionais estrangeiras

Sindicatos e movimentos sociais realizam um acampamento em frente à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, desde terça-feira, dia 24, contra o primeiro leilão da área do pré-sal, previsto para acontecer no próximo mês.

O movimento “Ocupa Petrobras” faz parte da Campanha “O petróleo tem quer ser nosso” e conta com a participação da CSP-Conlutas, Federação Nacional dos Petroleiros e movimentos sociais. As entidades prometem permanecer no local até que a presidente Dilma cancele a realização do leilão do chamado Campo de Libra, que representa a privatização do pré-sal.

Para organizar a luta no Vale do Paraíba, as entidades que participam da campanha realizarão uma plenária na próxima quarta-feira, dia 2, às 17h, na sede do Sindicato dos Químicos de São José dos Campos.

O diretor do Sindpetro (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro) Eduardo Henrique, informou que a disposição dos ativistas é grande. “O objetivo é intensificar as ações contra o leilão de Libra. Estamos com um calendário comum de mobilizações e convocamos todos a se integrarem a essas ações”, afirmou.

Riqueza natural
O Campo de Libra tem uma reserva estimada em 15 bilhões de barris de petróleo, com riqueza avaliada em R$ 3 trilhões. Trata-se da maior reserva natural atualmente em oferta no mundo. Apesar disso, o governo federal espera vender este patrimônio nacional por apenas R$ 15 bilhões.

Toda a reserva do pré-sal brasileiro ultrapassa os 74 bilhões de barris, o suficiente para abastecer o país por 60 anos e nos tornar autossuficientes em petróleo, acabando assim com a necessidade de importação.

De olho nessa riqueza e com a expectativa de lucro certo, grandes corporações estrangeiras como a holandesa Shell e a espanhola Repsol se cadastraram para participar do leilão.

De FHC a Dilma
Os leilões representam a privatização do petróleo nacional e sua entrega às grandes multinacionais. Em vez de acabar com os leilões, Lula os manteve e ampliou: foram 484 blocos leiloados durante o governo FHC, contra 706 durante o governo Lula. Se o leilão de Libra ocorrer, Dilma baterá um novo recorde, com licitado 590 blocos de petróleo somente em 2013.

"Durante a campanha eleitoral, Dilma prometeu que não iria vender o pré-sal. Cobramos agora a coerência da presidente com seu compromisso.
Exigimos o cancelamento do leilão de Libra. A exploração do petróleo deve ser estatal e seus recursos, investidos na melhoria dos serviços públicos essenciais à população”, afirma o diretor do Sindicato, Elias Osses.

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