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Luta contra opressão 16/09/2013 | 12:13

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Mulheres aprovam participação no Encontro Nacional do MML

1º Encontro Regional do MML reuniu mais de 100 participantes e reforçou a luta contra a exploração e violência

O 1º Encontro Regional do Movimento Mulheres em Luta (MML) aconteceu neste domingo, dia 15, e reuniu mais de 100 participantes, entre trabalhadoras de diversas categorias, estudantes e aposentadas. O evento aconteceu na sede do Sindicato e aprovou medidas para fazer avançar a luta das mulheres por direitos, além da participação no Encontro Nacional do MML, entre os dias 4 e 6 de outubro, em Sarzedo (MG). 

Um panorama da situação das mulheres do país foi apresentado pela trabalhadora da Petrobras e integrante do MML de Campinas, Laura Leal.
Segundo ela, a eleição de Dilma Rousseff como a primeira presidente do Brasil gerou, especialmente entre as mulheres, uma grande expectativa de melhoria da qualidade de vida e conquista de direitos. Entretanto, passada mais da metade de seu mandato, pouca coisa mudou.

A situação de emprego, por exemplo, teve poucos avanços, já que as mulheres continuam exercendo as funções mais precarizadas e com menores salários e direitos. “O veto da presidente à lei do salário igual para trabalho igual mostra que a principal preocupação de Dilma é atender aos interesses dos empresários”, avaliou Laura.

Apesar de programas sociais, como o Rede Cegonha e Brasil Carinhoso, as verbas são escassas e o alcance é curto. “O programa Mais Creches, que prevê a construção de seis mil novas unidades até o final do mandato, foi um dos mais propagandeados pelo governo, mas provavelmente não será cumprido”, afirmou a petroleira. Para cumprir o prometido, deveriam ser construídas mais de mil unidades por ano, entretanto, foram construídas apenas 612.

A violência contra a mulher é outro problema alarmante que está longe de ser resolvido pelo governo. Segundo o Ministério da Saúde, os casos de estupro cresceram 162% entre 2009 e 2012, e a violência doméstica também é crescente. A Lei Maria da Penha, que deveria garantir proteção à mulher nesses casos, não é aplicada por falta de uma estrutura adequada com delegacias da mulher e casas abrigo.

Para combater essa dura realidade, as participantes do Encontro aprovaram um programa de exigências ao governo federal. Entre as reivindicações está a formulação de leis que criminalizem o abuso e assédio sexual e transformem o estupro em crime hediondo, além da ampliação do orçamento voltado aos programas de combate à violência.

Contribuição financeira
As mulheres também aprovaram a realização de uma campanha financeira entre a classe trabalhadora, estudantes e aposentadas para custear os gastos com a participação no Encontro Nacional. Para isso, um bônus de um real será vendido nas categorias.

Entre os metalúrgicos, a campanha financeira será realizada em fábricas como GM, Sun Tech e Blue Tech.

“Sem dúvida, tivemos um encontro regional vitorioso, com um rico debate e participação de várias categorias, que vai impulsionar nossas lutas na região. Nosso desafio agora é preparar o Encontro Nacional”, avaliou a diretora do Sindicato Rosângela Calzavara.

As interessadas em participar do Encontro Nacional devem entrar em contato com a CSP-Conlutas Vale do Paraíba, pelo telefone 3911-4458, ou com o Departamento de Organização de Base e Saúde do Sindicato dos Metalúrgicos, pelo telefone 3946-5311 ou 3946-5305.

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