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Greve 16/06/2011 | 11:46

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Com protesto bem humorado, médicos fazem paralisação de 24h

Categoria reivindica aumento real no salário base e melhores condições de trabalho

Os médicos da rede pública de São José dos Campos fazem uma paralisação de 24h nesta quinta-feira, dia 16, e realizam durante todo o dia um protesto em frente ao Paço Municipal.

É a segunda paralisação nas últimas semanas. Os médicos reivindicam aumento real no salário base, que atualmente é de R$ 2.310, mas a Prefeitura só admite elevar em R$ 400 o abono pago à categoria.

O Sindicato dos Servidores e a Comissão de Médicos garantiram o atendimento de 100% no setor de urgência-emergência em hospitais e UPAS, mas informaram que nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) a greve de 24h está mantida. Todas as consultas programadas entre as 7h de hoje e 7h de sexta-feira devem ser reagendadas.

"Não desejamos essa greve, mas infelizmente o prefeito e seus secretários não negociam com a gente", disse a médica Neusa Massula, integrante da comissão.

A principal reivindicação da categoria é o aumento no salário base. Os médicos querem a incorporação do abono atual de R$ 600 e maior flexibilização para liberação do abono em casos de falta abonada, atestado médico e licença congresso.

Os profissionais ainda exigem da Prefeitura a contratação de mais médicos, por meio de concursos públicos, melhores condições de trabalho e o fim da terceirização, sobretudo nos plantões de fim de semana.

Os trabalhadores pedem ainda que o valor total em forma de abono proposto pela Prefeitura (R$ 1.000) seja equivalente ao ADM (Adicional de Desempenho Médico) dos novos médicos, fixado em R$ 2.132.

Em uma tentativa de esvaziar a paralisação, o prefeito de São José Eduardo Cury (PSDB) retirou da pauta da Câmara o projeto de lei que concedia um abono de R$ 400 aos médicos para retomar as negociações com a categoria. Em outra ofensiva contra a paralisação, a prefeitura acionou a Justiça para garantir 100% do atendimento de urgência emergência e 70% das consultas nas UBS.

A liminar expedida pela 2ª Vara da Fazenda Pública, na última terça-feira, impede os grevistas de cercear a entrada dos servidores que não aderiram ao movimento e de usuários.

Protesto bem humorado
Desde a manhã, os médicos com apoio do Sindicato dos Servidores Municipais, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, CSP-Conlutas e outras entidades sindicais, realizam uma manifestração em frente ao Paço.

Os médicos montaram barracas em frente à Prefeitura, dançaram quadrilha ao som de um sanfoneiro e cantaram “...o prefeito deu aumento....é mentira...”.

Os manifestantes colocaram ainda fitas brancas, em apoio à luta dos médicos, e vermelhas, em solidariedade ao movimento dos bombeiros.
Para o diretor do Sindicato e representante da regional Vale do Paraíba da CSP-Conlutas, Renato Bento Luiz, é preciso apoiar o movimento dos médicos da rede municipal.

“Como pode acontecer que médicos que cuidam da saúde da população sejam obrigados a sobreviver com um salário de pouco mais de R$ 2 mil? Enquanto os médicos ganham esse salário, a Prefeitura e a Câmara ainda tentam uma manobra para aumentar os salários do prefeito, vice e secretários”, criticou Renatão.

“É preciso unidade da classe trabalhadora em apoio a esta luta e outras como a dos bombeiros. Afinal, é a luta em defesa de uma saúde pública, gratuita e de qualidade, bem como por melhores serviços públicos”, disse.

 

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