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Onde está Amarildo? 01/08/2013 | 16:55

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Desaparecimento de pedreiro escancara terror da PM-RJ

Amarildo, 47 anos, pai de seis filhos, foi visto pela última vez no dia 14 de julho

Desde o dia 15 de julho uma pergunta ecoa nas mídias sociais e está mobilizando a população do Rio de Janeiro: “Onde está Amarildo?”. O sumiço do pedreiro Amarildo Dias após ter sido preso pela Polícia Militar carioca, na favela da Rocinha, escancarou a truculência policial e colocou em xeque a política de segurança pública do governo Sérgio Cabral (PMDB).

Amarildo, 47 anos, pai de seis filhos, foi visto pela última vez no dia 14 de julho, quando foi levado por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da região para prestar depoimento. O pedreiro não tinha passagem anterior pela polícia.

A PM afirma que Amarildo foi solto no dia seguinte, mas as duas câmeras instaladas na UPP, que poderiam esclarecer o ocorrido, falharam justamente no dia de sua prisão.

Elizabete Gomes da Silva, a esposa do trabalhador, foi à base da UPP no Parque Ecológico e chegou a ver o marido. “Ele me olhou e disse que o policial estava com os documentos dele. Então, eles disseram que já, já ele retornaria para casa e que não era para a gente esperar lá. Fomos para casa e esperamos a noite inteira. Depois, meu filho procurou o comandante, que disse que Amarildo já tinha sido liberado, mas que não dava para ver nas imagens das câmeras da UPP porque tinha ocorrido uma pane. Eles acham que pobre também é burro”, contou Elizabete à repórter Elenice Bottari, do jornal O Globo.

Passadas duas semanas, o caso continua sem solução. Na última quarta-feira, dia 31, um exame de DNA comprovou que não é de Amarildo o sangue encontrado no banco de traz da viatura policial que o levou até a UPP.

Como muitos outros desaparecimentos nas favelas cariocas por conta da ação policial, o caso de Amarildo poderia passar em branco, não fossem os protestos de rua iniciados por sua família, que começaram na Rocinha, desceram o morro, e chegaram ao Palácio Guanabara, sede do governo no Estado.

Manifestações
Neste dia 1º de agosto, eles realizam mais uma manifestação na Rocinha, junto com outros familiares de desaparecidos em favelas cariocas.

O ato vai cobrar do governo rigor nas investigações deste e de outros desaparecimentos e punição dos culpados. Segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio, desde 2007 o estado registrou 35 mil casos de desaparecimentos não solucionados.

As manifestações que tomam o Rio de Janeiro, dentre outras questões, também cobram explicações sobre o sumiço de Amarildo. Desde o último dia 28, manifestantes ocupam a frente da residência do governador Sérgio Cabral (PMDB), denunciando as atrocidades de sua gestão e pedindo solução para o caso. Na última quarta-feira, manifestantes chegaram a ocupar a Câmara de Vereadores do Estado, pelo mesmo motivo.

No caso Amarildo, não há dúvidas de que as mobilizações de rua contaram com uma grande aliada: a corrente formada nas mídias sociais, por meio de milhares de mensagens postadas com hashtags como #OndeEstaAmarildo, no Twitter e Facebook.

Quem é Amarildo
Pela Rocinha, bairro onde nasceu e cresceu, Amarildo é conhecido como “Boi”, por ser um homem forte, que carregava as pessoas que precisavam de socorro para descer as escadas e chegar com urgência a um hospital.

O pedreiro morava em um barraco de um cômodo, com a mulher e seis filhos, e ganhava apenas R$ 300 para sustentar a família.

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