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Racismo e Machismo 30/07/2013 | 10:46

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Sindicato faz campanha de apoio à ex-trabalhadora da Embraer

Campanha visa discutir sobre racismo e machismo e garantir vitória em favor da trabalhadora na justiça

O Sindicato está promovendo uma campanha de apoio à ex-trabalhadora da Embraer Telma Cristina de Souza Martiniano, demitida em 2009, após cinco anos de trabalho sob forte assédio moral, racismo e machismo. A campanha pede que sindicatos, associações, entidades estudantis e movimentos de combate à opressão assinem uma moção de apoio (clique aqui) e encaminhem a autoridades do judiciário.

Durante o período em que trabalhou na Embraer, Telma sofreu uma série de pressões racistas e machistas. Em função da discriminação sofrida, ela desenvolveu um quadro de depressão profunda. Mesmo sendo a responsável direta pelo problema de saúde da trabalhadora, a Embraer a demitiu alegando “queda de produtividade”.

Apesar de exercer a função de montadora, Telma era constantemente pressionada a realizar a limpeza do local de trabalho, o que a levou a receber apelidos depreciativos, como “vassourinha”.

A campanha de apoio desenvolvida pelo Sindicato e pela CSP-Conlutas visa não apenas discutir o problema individual da trabalhadora Telma, mas também a opressão sofrida no local de trabalho, em especial pelas mulheres negras, como parte da superexploração de nossa classe. Uma ampla divulgação do caso reforçará a luta de todos e todas contra o machismo e o racismo.

Processo judicial
Na época da demissão, o Sindicato desenvolveu uma campanha pela reintegração da trabalhadora e ingressou uma ação trabalhista pedindo o seu retorno ao trabalho e o pagamento de indenização por danos morais e despesas médicas.

A sentença de primeira instância reconheceu o assédio moral praticado e que a depressão era fruto das ofensas praticadas na fábrica. A Embraer foi condenada a pagar pensão vitalícia (50% do salário), danos morais, fornecimento de convênio médico e custeio de todos os medicamentos necessários. Ainda que insuficiente, pois não concedeu a reintegração, a sentença significou uma vitória parcial na luta contra o machismo e racismo, pois responsabilizou a Embraer pelo assédio praticado.

A Embraer, entretanto, recorreu da sentença. Atualmente, o processo está aguardando julgamento pela 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região e existe sério risco de uma reversão total da sentença em favor da empresa.

Em vista disso, estamos pedindo às entidades que assinem a moção e a enviem às autoridades nos seguintes e-mails:
presidencia@tst.jus.br
presidencia@trt15.jus.br
carlosbosco@trt15.jus.br
lnunes@trt15.jus.br
imprensa@anamatra.org.br

 

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