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Farra nos céus 25/07/2013 | 16:28

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Ministro leva família em voo da FAB para Cuba durante Carnaval

Solicitações para uso de aeronaves da FAB cresceram 39% durante governo Dilma

A farra do uso de passagens e aeronaves oficiais, pagas com dinheiro público, por políticos em compromissos pessoais ganhou um novo episódio nesta quarta-feira, dia 24. O vilão da vez é o ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB). 

Segundo notícia da Folha de São Paulo, o ministro utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar a Cuba durante o Carnaval deste ano. No voo, que saiu de Brasília no dia 9 e só retornou no dia 13 de fevereiro, estavam ainda a esposa e o filho de Rebelo.

Em nota, o ministro afirmou que tinha compromissos oficiais e que seus familiares foram convidados pelo governo cubano para participar de atividades. No entanto, não explicou quais foram essas atividades ou se pretende devolver o valor aos cofres públicos.

No último dia 15, o Ministério da Defesa já havia divulgado a mudança no fornecimento de informações sobre os voos da FAB. Desde então, são informados dados como o nome de quem solicitou o voo, a data, horário e motivo da viagem, além do número de passageiros. Apesar disso, o nome dos outros passageiros e os custos de cada voo não são divulgados.

Desde o início do governo Dilma, as solicitações para uso de aeronaves da FAB tiveram um crescimento de 39%. No primeiro semestre de 2011, foram 1.201 pedidos, já no primeiro semestre deste ano, esse número saltou para 1.664.

Outros casos
Em junho deste ano, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), também utilizou um avião da FAB para assistir à final da Copa das Confederações, no Rio de Janeiro. O avião partiu de Natal levando mais sete parentes de Alves.

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves (PMDB), foi outro que voou em avião da FAB, indo de Fortaleza ao Rio de Janeiro para assistir a um jogo da seleção brasileira. No mesmo voo estavam o filho do ministro e um empresário.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), também usou um voo da FAB para ir de Maceió a uma festa de casamento em Porto Seguro, na Bahia, com a esposa. Após a divulgação dos casos, os três anunciaram a devolução somente de parte dos valores das passagens.

Até mesmo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, considerado um símbolo da ética, entrou na farra da passagem aérea. Apesar de não ter viajado em avião da FAB, utilizou a cota aérea a que tem direito para assistir a um amistoso entre Brasil e Inglaterra, no Maracanã.

No Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral (PMDB) também está sob investigação devido ao uso pessoal de helicóptero pago pelo estado. Um piloto denunciou que já levou cabeleireira, babá, prancha de surfe e até amigos dos filhos de Cabral para sua mansão de praia em Mangaratiba. Desde que tomou posse, os gastos com uso de helicópteros passaram de R$ 5 milhões para R$ 10 milhões por ano.

Existe ainda uma suspeita em relação à licitação para compra do luxuoso helicópetro Agusta AW109 . Apenas a empresa Sinergy, sediada no Panamá, participou da concorrência e há fortes indícios de irregularidade no processo.

 

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