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Nova fábrica 13/06/2013 | 16:45

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Metalúrgicos aprovam acordo com a General Motors

Assembleias foram realizadas nesta quinta-feira, dia 13

Atualizada em 14/06/2013, às 15h19

Os metalúrgicos da General Motors aprovaram, nesta quinta-feira, dia 13, a proposta de acordo que pode levar à implantação de uma nova fábrica em São José dos Campos, com um investimento de R$ 2,5 bilhões.

A assembleia reuniu cerca de 5 mil trabalhadores do primeiro e segundo turno da empresa, em votação quase unânime. Os trabalhadores do terceiro turno também aprovaram a proposta, sem nenhum voto contrário.

O acordo é válido exclusivamente para os funcionários da nova fábrica, a ser implantada, segundo os planos da companhia, em 2017.

A aprovação do acordo pelos trabalhadores acontece dois meses após o início das negociações entre GM e Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Em março, a empresa anunciou seus planos de investir R$ 2,5 bilhões em uma nova fábrica, sem, entretanto, definir em qual cidade isto ocorreria.

Em acordo assinado com o Sindicato em janeiro, a montadora obrigava-se a priorizar São José dos Campos caso houvesse planos de investimentos no Brasil. O mesmo acordo garante o nível de emprego e negociações salariais na data-base (setembro) para os atuais trabalhadores.

Antes da votação da assembleia, o secretário-geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha, advertiu, no caminhão de som, que o "acordo era ruim e não poderia ser considerado como uma vitória".

"Não pode ser um bom acordo aquele que faz com que os novos trabalhadores recebam salários menores e também uma PLR diferenciada. Isto, certamente, é um passo atrás", advertiu Mancha aos metalúrgicos.

"Durante muitos anos, conseguimos resistir às investidas da empresa pela retirada de direitos. No entanto, mais uma vez, estamos totalmente isolados. As centrais sindicais, como CUT, Força Sindical e CTB, já rebaixaram o piso salarial em todas as montadoras do Estado", relatou.

Mancha também se referiu ao ataque promovido pela Prefeitura e pela Câmara de Vereadores de São José dos Campos, que patrocinaram uma forte campanha contra o Sindicato dos Metalúrgicos, chegando ao ponto de tentar culpar a entidade por uma eventual fuga dos investimentos da cidade.

"Foi uma clara tentativa de colocar toda a cidade contra os metalúrgicos, o que foi sentido, inclusive, dentro da fábrica. Tudo isso, ao invés de ajudar, atrapalhou os trabalhadores".

"De qualquer forma, de acordo com nossa tradição, a decisão fica por conta da assembleia", terminou Mancha, momentos antes de conduzir a votação.

O acordo
A proposta aprovada pelos trabalhadores inclui um piso salarial de R$ 1.700, reajustado pelo INPC a partir de setembro de 2014 e o pagamento de uma PLR no valor de R$ 10 mil, reajustada pelo mesmo índice entre 2015 e 2017.

A fábrica fica impedida de transferir os trabalhadores da grade nova às atuais unidades. Esta cláusula protege os trabalhadores com salários mais altos de serem substituídos por outros com salários inferiores.

“Nesta assembleia, o Sindicato confirmou sua tradição de respeitar o direito de escolha do trabalhador. Aqui, a democracia operária fala mais alto. São os trabalhadores quem decidem. Desde o ano passado estamos na luta em defesa do emprego e dos direitos, e essa luta vai continuar”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

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