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Nova fábrica 11/06/2013 | 12:04

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Assembleia na GM vai decidir sobre proposta de acordo

Implantação de nova fábrica representa investimentos de R$ 2,5 bilhões

Após dois meses de intensas negociações, o Sindicato e a GM chegaram a uma proposta de acordo que será votada em assembleia para que os trabalhadores deem a palavra final.

A última rodada de negociação aconteceu nessa segunda-feira, dia 10.

As claúsulas referem-se aos futuros funcionários da GM, que trabalharão na nova fábrica.

Propostas
A proposta prevê a instalação de uma nova fábrica que representa um investimento total de R$ 2,5 bilhões. Também estão previstos um piso salarial de R$ 1.700, reajustado pelo INPC a partir de setembro de 2014, e o pagamento de uma PLR no valor de R$ 10 mil, reajustada pelo mesmo índice entre 2015 e 2017.

A fábrica fica impedida de transferir os trabalhadores da grade nova às atuais unidades. Esta cláusula protege os trabalhadores com salários mais altos de serem substituídos por outros com salários inferiores.

Os metalúrgicos demitidos depois do layoff (encerrado em março) terão prioridade no processo de seleção da nova fábrica.

Organização de base
Há ainda a garantia de abertura de negociação, no dia 11 de julho, sobre o direito dos trabalhadores elegerem delegados sindicais nas unidades da GM.

Se aprovado pelos trabalhadores, o acordo terá vigência a partir da implantação da fábrica, prevista para 2017, mais dois anos, podendo ser prorrogado pelo mesmo período mais duas vezes.

“No último ano, travamos uma grande luta em defesa do emprego e de direitos. Esta proposta é um retrocesso, por que impõe uma nova faixa salarial na fábrica, mas foi a proposta possível neste momento. Esta semana vamos debater o assunto com os trabalhadores na fábrica para que todos possam votar de forma consciente”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

“Ainda que o Sindicato tenha sido obrigado a aceitar esse acordo, e embora só tenhamos chegado a essa situação porque as centrais sindicais pelegas vêm entregando os direitos dos trabalhadores há anos, não deixa de ser uma proposta ruim. Somos um dos últimos redutos na defesa desses direitos, mas a consolidação desse tipo de acordo na base das outras centrais e a posição delas na defesa dessa diminuição dos direitos dos trabalhadores nos deixou numa situação de isolamento para resistir a esses ataques”, finalizou.

A proposta também terá de ser aprovada pela direção mundial da GM.


Guerra fiscal beneficia as empresas, sem garantia para os trabalhadores

Durante todo o período de negociação com a GM, infelizmente, os governos federal, estadual e municipal pouco ou nada fizeram em favor dos trabalhadores.

Já a GM recebeu benefícios do governo do Estado e da Prefeitura, como isenção de IPTU e ISS, além de toda infraestrutura para a construção de um distrito industrial.

Na audiência ocorrida no dia dia 7, na Câmara Municipal, o presidente do Sindicato fez sérias ponderações sobre guerra fiscal.

”A guerra fiscal coloca os trabalhadores de São José disputando com trabalhadores do ABC, do Rio Grande do Sul, de Joinville, de Minas Gerais. O governo estadual, o prefeito, o governo Dilma têm de avançar no sentido de acabar com essa disputa porque privilegia apenas as empresas”, afirmou Macapá.


Vereadores e centrais governistas pressionam Sindicato para reduzir direitos

Como se já não bastasse enfrentar os ataques dos patrões, os trabalhadores ainda têm de aguentar a pressão do poder público.

Semana passada, a Câmara Municipal distribuiu um panfleto na cidade, pressionando o Sindicato a ceder mais ainda nas negociações com a GM.

O material, produzido com dinheiro público, foi copiado pela CUT, Força Sindical e outras organizações aliadas ao governo e às empresas.

Se dependessem dos vereadores e das centrais pelegas, a situação estaria bem pior para os metalúrgicos da GM.

“Gostaríamos que a Câmara e as centrais sindicais tivessem cumprido outro papel nesta luta, empenhando-se no sentido de cobrar da GM sua responsabilidade social ao invés de jogar contra os interesses da própria classe trabalhadora”, ressalta o secretário-geral do Sindicato Luiz Carlos Prates, o Mancha.

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