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Financiamento da repressão 15/05/2013 | 10:29

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CNV convoca empresários vinculados à ditadura

Nosso Sindicato criará Comissão da Verdade para investigar perseguições na categoria

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) vai convocar para prestar depoimentos os empresários que teriam contribuído para financiar a repressão política executada pela ditadura militar no Brasil, de 1964 a 1985.

A história do período descreve a participação de diversos empresários na repressão, em especial no financiamento da Operação Bandeirante (Oban), um grupo de integrantes das Forças Armadas e das polícias criado para reprimir a resistência ao regime.

O caso mais famoso é o do empresário dinamarquês naturalizado brasileiro Henning Albert Boilesen, na época presidente do grupo Ultragaz. Boilesen chegou a ser membro da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e é apontado como financiador da Oban e espectador das sessões de tortura executadas nos porões do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna).

Na próxima semana, a CNV vai se reunir para decidir a lista de empresários a serem convocados. Eles poderão ficar em silêncio, mas serão obrigados a se apresentar.

Há diversos casos em que as informações cadastrais dos trabalhadores foram parar nos centros de repressão. “Minha ficha funcional da Monark estava no DOPS”, afirmou o diretor do Sindicato e integrante da direção nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

“É preciso resgatar a memória. Houve um golpe apoiado pela CIA, pelos setores empresariais, com o objetivo de esmagar a resistência da classe operária, dos trabalhadores que vinham avançando”, destacou Mancha.

Audiência Pública no Congresso Nacional
A CSP-Conlutas, trabalhadores anistiados da GM, Embraer e ex-militantes da Convergência Socialista participaram nessa terça-feira, dia 14, de uma audiência pública no Congresso Nacional, em Brasília, para debater a importância e necessidade da anistia como reparação aos crimes políticos cometidos durante a ditadura. O evento foi promovido pela Associação Brasileira dos Anistiados Políticos (ABAP).

No encontro, os anistiados aprovaram uma carta endereçada à Presidente Dilma, pedindo uma reunião para discutir o tema.

“Neste momento em que a Comissão da Verdade traz à tona o envolvimento de empresários com a ditadura, acreditamos que é uma incoerência que a lei de anistia seja ameaçada pelo governo, com a demora da Justiça em conceder esse direito aos que foram presos, torturados, estuprados e executados pelo regime”, disse Mancha.

Comissão da Verdade da categoria
O Sindicato dos Metalúrgicos vai organizar sua própria Comissão da Verdade para apurar o envolvimento entre governo e empresas como General Motors, National, Engesa e Embraer na repressão às greves e mobilizações da categoria durante o período.

Outras organizações, como o Sindicato dos Petroleiros de Sergipe, também têm sua própria Comissão da Verdade. Além disso, a CSP-Conlutas integra um grupo de trabalho da CNV que investiga denúncias de abusos e perseguição cometidos contra trabalhadores, sindicatos e dirigentes sindicais durante a ditadura.

 

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