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Metalúrgicos 23/04/2013 | 08:22

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Mobilização em Gravataí reforça necessidade de Contrato Coletivo Nacional

O Contrato Coletivo Nacional seria um importante instrumento para acabar com as distorções em relação a salários e direitos

Os metalúrgicos da General Motors de Gravataí (RS) podem entrar em greve a partir desta quarta-feira, dia 24. Eles reivindicam equiparação salarial e de jornada de trabalho com os companheiros das unidades de São José dos Campos e São Caetano do Sul. A mobilização tem a total solidariedade do nosso Sindicato e chama a atenção para a necessidade de implantação de um Contrato Coletivo Nacional dos metalúrgicos.

Em Gravataí, os metalúrgicos trabalham mais e recebem menos. Enquanto o piso salarial dos metalúrgicos da GM de Gravataí é de R$ 1.022, o piso nas fábricas paulistas da GM é de R$ 1.712. Além disso, a jornada na fábrica gaúcha é de 42 horas semanais, contra 40 horas em São José e São Caetano.

Mas esta discrepância não é exclusividade da GM. No Brasil, existem cerca de 2,4 milhões de metalúrgicos, com gritante variedade nas condições trabalhistas.

Em todo o país, há graves distorções ocasionadas, principalmente, pela guerra fiscal entre municípios e tentativas das empresas em se instalarem em localidades distantes de sindicatos organizados e combativos para rebaixar direitos.

O Contrato Coletivo Nacional seria um importante instrumento para acabar com esse tipo de injustiça. Trata-se de um recurso de negociação que definiria as cláusulas trabalhistas, sejam sociais ou financeiras, a serem adotadas por toda a categoria metalúrgica.

Outras categorias, como bancários e petroleiros, já assinam contrato coletivo, o que garante igualdade de direitos e fortalece a luta desses companheiros.

“Nas últimas décadas, as empresas têm se beneficiado da guerra fiscal para descentralizar a produção e se instalar em regiões distantes de sindicatos organizados e combativos. Esta manobra rebaixa salários e reduz direitos, mas os trabalhadores já estão percebendo disso e não aceitam mais essas distorções. A mobilização em Gravataí é uma prova disso. Estamos vivendo um momento decisivo para alicerçar nossa luta em defesa do Contrato Coletivo Nacional”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Condições de trabalho precárias
Embora a fábrica de Gravataí seja uma das mais modernas e lucrativas do mundo, os trabalhadores enfrentam condições de trabalho inferiores aos companheiros de outras unidades.

“Lá, é alto o índice de lesionados e a empresa mantém uma forte política de repressão aos ativistas. A GM sempre pagou aos funcionários de Gravataí um dos piores salários da montadora no país. Por tudo isso, reforçamos nossa solidariedade à luta dos companheiros”, completou Mancha.

Além da equiparação salarial e de jornada, os trabalhadores de Gravataí também reivindicam reajuste salarial de 12%, PLR de R$ 15.000 e transporte em ônibus fretado.

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