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Mais incentivos fiscais 12/04/2013 | 09:54

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Dilma lança pacote de benefícios ao setor aeroespacial

Embraer será diretamente beneficiada pela medida. Avibras e Mectron também

O Governo Federal apresentou na última quarta-feira, dia 10, um novo pacote de incentivos voltado à indústria espacial, aeronáutica e de defesa. O pacote integra o Programa Brasil Maior e tem como objetivo facilitar as exportações do setor, dinamizar os segmentos e fortalecer a cadeia produtiva.

As medidas começam a valer a partir deste ano e prevêem financiamento especial de projetos e um programa de apoio ao desenvolvimento tecnológico da indústria espacial. Também está previsto para o final do próximo ano o desenvolvimento e produção de um Veículo Lançador de Microsatélites.

Uma das propostas é a criação de uma empresa com participação privada, mas com controle do Ministério da Defesa, para funcionar como trading. O objetivo seria facilitadar as exportações do setor.

A medida beneficiará direitamente empresa em nossa região com a Embraer, Avibras e Mectron.

Embraer: Redução da Jornada
A generosa ajuda do Governo Federal tem sido responsável pela garantia de lucros às indústrias. A Embraer é um exemplo. O lucro líquido da Embraer em 2012 foi 308% superior ao de 2011, chegando a R$ 699 milhões, contra R$ 171 milhões do ano anterior.

Parte desse lucro é fruto da política de desoneração fiscal do governo, que trouxe uma economia de encargos sociais de 18,18%, segundo o próprio balanço da empresa. Isso quer dizer que os impostos pagos pela Embraer caíram de R$ 480 milhões para R$ 393 milhões. A Embraer se beneficia da desoneração da contribuição ao INSS sobre a folha de pagamento.

Com lucros em alta e tanta ajuda do governo, a Embraer poderia, perfeitamente, atender a uma antiga reivindicação dos trabalhadores de redução da jornada, das atuais 43h para 40h semanais. Esta medida traria um baixo impacto financeiro para a empresa e ainda abriria 1.199 novos postos de trabalho.

O governo Dilma, por sua vez, também poderia colocar a questão da redução da jornada como uma contrapartida aos incentivos financeiros que oferece à Embraer.

Na próxima quarta-feira, dia 17, o Sindicato volta a se reunir com o Ministério do Trabalho, para discutir a necessidade de redução da jornada de trabalho, sem redução de salários.

“A Embraer não concede a redução da jornada porque privilegia seus acionistas e não se importa com seus trabalhadores. O governo Dilma não pode ter a mesma postura da empresa. Por isso, vamos continuar insistindo para que o governo interceda em nosso favor e para que a Embraer atenda a esta reivindicação histórica dos trabalhadores”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.
 

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