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Caso Abin x MP dos Portos 12/04/2013 | 08:49

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Como na ditadura, sindicalistas continuam vigiados por governo

Ordem para Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitorar sindicalistas partiu do Gabinete de Segurança da Presidência

Ao mesmo tempo em que a recém-criada Comissão da Verdade trabalha para trazer à luz os crimes cometidos durante a ditadura no país, um episódio envolvendo o governo Dilma causou indignação. Um documento sigiloso obtido pelo jornal O Estado de São Paulo comprova que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência mobilizou a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para monitorar as atividades dos sindicalistas nos portos.

Segundo o documento, emitido em 13 de março, os sindicalistas pretendiam promover, no dia 19 de março, uma paralisação contra a Medida Provisória 595, a chamada MP dos Portos, que muda as regras de operação desses terminais. O documento foi encaminhado para as superintendências da Abin de 15 estados do litoral brasileiro, para que os agentes identificassem qualquer sinal desse tipo de movimento.

Pouco antes de emitir a Ordem de Missão, agentes percorreram vários portos do Brasil para realizar uma vigilância prévia. A ação contou até com uma câmera israelense de última geração, que transmite imagens de alta resolução, em tempo real, para uma central de monitoramento. A operação contou com mais recursos e estrutura do que a da Rio+20.

A descoberta da ação causou tanto desconforto que a até mesmo a Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional marcou uma reunião nesta quarta-feira para votar a convocação do ministro-chefe do GSI, general José Elito, para prestar esclarecimentos.

Ditadura continua
A liberação de documentos do período da ditadura, em março do ano passado, mostrou que os órgãos de inteligência do governo continuaram monitorando sindicatos e movimentos populares até o governo FHC. Esse episódio mostra que a prática existe até hoje.

Documentos relatam vigilância do DEOPS-SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) sobre o ex-presidente Lula até 1994. Até mesmo a presidente Dilma Rousseff tem registros de atividades monitoradas até o ano de 1992 pelos arapongas do governo Collor.

“É um absurdo que a atividade sindical e os movimentos populares ainda hoje sejam monitorados. É inadmissível que práticas da ditadura persistam até hoje para reprimir e criminalizar a luta dos movimentos populares”, afirma o diretor do Sindicato, Edson Alves da Cruz.

 

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